sábado, 22 de dezembro de 2018

O ajudante do Pai Natal

Nesta quadra natalícia, venho sem qualquer malícia, em nome pessoal e não de nenhuma milícia, sugerir uma produção fictícia, aproveitando a ocasião propícia, na sequência da evocação ao ataque à Academia, que é caso de polícia, feita pela comunicação com codícia, depois de tanta ficção e notícia, até à exaustão da paciência, recorrendo à infância e sua inocência, o guião é simples e não tem ciência, tem como mote a pacificação e o não à violência, não se trata de maledicência, desculpem a minha tertuliana inexperiência.

"Tenho voto na matéria, o Pai Natal não me vai descartar, quando chegar lá acima, eu vou ser o braço direito do Pai Natal, o que é que vocês ainda não entenderam?
(...)
E por isso a mim ninguém me descarta, ó Carvalho, no dia que o Pai Natal me descartar é o dia que ele vai! É o dia que ele leva um toucinho, ele como leva qualquer ajudante do Pai Natal!
(...)"

Boas Quadras, para as pessoas e para as bestas quadradas!
Oh oh oh



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Comunicadores natos

Acampam por aí em desfraldados bivaques, vivem comendo desmiolados basbaques, perseguindo alguns e capturando-os por desgaste, é verdade, manipulam-os à vontade, fazem-lhes spins como um skater faz tique-taques, conduzem-os como os lobos quando caçam veados cazaques, pelas estepes da ingratidão selvagem, sob o nevão que cobre a paisagem, num apagão da memória e da mensagem, perdidos na vastidão sem nenhuma estalagem, incitados à deriva na imensidão da miragem.
A comunicação transcendental é um fenómeno não ao alcance de qualquer mortal, principalmente se for animal que por usar avental se julga especial, que por pegar nos outros e cozinhá-los é um master chef sem igual, se ditar receituários que não usa para medicá-los, se abusar dos pacientes e pior que cobaias tratá-los, se alimentá-los como se faz a um pato de engorda, enfim, se for um natural comunicador nato, mais brutal que o Tarzan Taborda, prenda fenomenal de anos ou Natal, embrulhada por um escroque, qual pedra de toque no sapato.


⚠ Nota informativa:

O Sporting CP informa que devido a uma falha informática foi gerado e enviado um email indevido a alguns Sócios aniversariantes.
O Clube já desenvolveu todos os procedimentos para resolver a situação e lamenta o sucedido.
209 pessoas estão falando sobre isso
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Comunicação @Sporting_CP numa semana:
-Título de Judo desprezado no Jornal 😡
-Newsletters com resultados da semana passada 😑
-Emails de aniversário invocando tragédia de Cherbakov 😵
-Vídeo com crianças a recriar o Ataque Alcochete 😱

A LPM mama 3 milhões/ano para esta MERDA?

Eu vou deixar aqui o video. Deixo os comentários para vocês. Eu não consigo. @mGTS85 @omalestafeito @Mister_do_cafe
Se queriam fazer humor, faltou a parte aonde Bas Dost e Bruno Fernandes amuam e crianças conseguem convencer-los a ficar em troca de um saco cheio de rebuçados.
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Antes duas aves na mão que uma a voar

Se a comunicação do Novo Sporting tem sido um desastre, muito devido a um ou outro traste que assentou arraiais como o Emplastro se apresenta em todos os canais enquanto tu zappingaste, impondo-se aos demais e mesclando os planos de fundo aos frontais, a equipa de campo do outro careca comunica como profissionais, e tem mais que cumprido com os desígnios normais, levando de vencida sucessivos adversários, tornados banais apesar de alguns contratempos contrários e sobressaltos desproporcionais.
Depois de ter subido o rio jornadas atrás, e porque este só passa uma vez, se não forem mais, é agora a Taça que os traz na barcaça a Alvalade, tentando solver as diferenças abissais como um pintor dilui tintas com aguarrás, e para isso afirmava-se como um adversário capaz de vir à cidade e voltar apurado, deixando o Clube da capital arrumado, como as faxineiras que puseram o homem das Caxin(eir)as de lado, eco-sistema mais ou menos lá situado.
O jogo começou tu-cá tu-lá, o Renan sabe já que é melhor entrar ligado, ou o caldo pode ficar logo entornado, o Rio Ave costuma entrar concentrado, mais acordado que um "insónico" cansado.
Só que mal o Sporting desenhou uma jogada com princípio, meio e fim, desmarcou-se ao 2.º poste Diaby, já disse que talvez não seja apenas tocador de bandolim, e o passe do Acuña disse assim, "estão a ver, sou um bom Ovo digno de uma omelete que se quer comer", e aos 3 minutos os vilacondenses, a perder, já estavam com Keizer e sus muchachos hirsutos, já nem os podiam ver.
Via-se uma equipa imponente e outra que entrando a perder não estava contente, e tentava quanto podia, mas era quase sempre impedida, e pouco depois da meia-hora, e uma ou outra perdida, bola de canto para a área pelo argentino batida, Coates a cabecear picado e a acertar no 2.º poste e Bas Dost fez o que faz quando não está de folga na vida.
Mais dez minutos passaram e Acuña fugiu junto à linha colocado, entrou para dentro, viu onde tinha que colocar o centro, e do outro lado, recuado, Bruno Fernandes fez um domínio esticado, alçou o pé direito e fez um remate cruzado ao seu jeito, fulminante, mais um golo a fragmentar o conjunto visitante.
Antes de terminar o 1.º tempo, o impotente Rio Ave ganhou algum alento numa mudança de flanco, do esquerdo para o direito, uma desmarcação de Matheus Reis para um cruzamento, que foi desviado por Bruno Gaspar ao tentar interceptar, que tem nome de rei mago e isso é de salientar, talvez querendo o próprio por um momento reinar, como Baltazar-toda-a-capa-a-ocupar, caprichosamente sobrevoando o guarda-redes e entrando onde a aranha faz a teia e a coruja vai dormitar.
A 2.ª metade foi como que um passeio no parque, o adversário parecia que estava com um achaque, o árbitro cobrou um penalti a la cobrador do fraque, os comentadores lembravam o Ministro da Informação do Iraque, o Sporting entendia que não devia abdicar do ataque, como um leopardo das neves sabe como fatigar um iaque, e depois de alguma falta de entendimento do sotaque, lá Jovane Cabral recebeu a carta de Bruno Fernandes, e em crioulo traduziu para o Holandês Voador fazer mais um golo cabeceado, uma hora de jogo jogado e 5 golos no bolo, que o deles também foi de verde apontado, deixando Zé Gomes fulo e tolo.
Com óleo se fritam os sonhos, de Alvalade têm saído carrancudos e bisonhos, excepto os risonhos croquettes, muito mais stromps e alegres, a ver correr as suas lebres, comensais de comes e bebes, e enquanto o diabo esfregava o olho, Diaby combinou com Bruno Fernandes, que o desmarcou na profundidade, fazendo o seu segundo golo quase à vontade.
De penalti fortuito lá Vinícius conseguiu o seu intuito e reduziu para a equipa que Coentrão seduziu, porque de bola corrida não desaguava o rio. Como atenuante do massacre das aves ribeirinhas, ficou uma vitória que foi fácil, fácil, mas não foi sem espinhas.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Costa a Costa das Palpitações

À costa deu o atrevido Nacional de Costinha, se não deu logo bosta a Renan foi devido, ainda nem um minuto decorrido, providencial na paradinha, depois de Camacho se infiltrar pela esquerda passando por Jefferson e sua travadinha, por Mathieu acompanhado de perto e já de ângulo fechado fazendo o primeiro remate, cruzado e certo.
Houve quem pensasse que fora apenas um fogacho, e quem considerasse que já tinham avisado, ainda se cantava o cântico do caminho caminhado, o jogo mal tinha começado, mas para quem estivesse mais distraído, daí a um pequeno bocado, lá o Nacional encontrou outro caminho, novo ataque de costa a costa foi traçado, de pé para pé em avanço continuado, e novo remate de Camacho, por Witi servido e apoiado, em posição central e muito bem colocado, depois de receber de costas para a baliza, rodar e iludir Mathieu e deixar Renan despassarado, o jogo estava então e afinal iniciado, e o marcador confirmou que a equipa visitante se tinha adiantado.
Os ilhéus vinham mesmo desalmados, davam uns trabalhos desgraçados, a equipa leonina esboroava-se por todos os lados, mas também eles se expunham e em contra-pé foram apanhados, com um passe a abrir para o príncipe dos endiabrados, que assistiu depois na área para Bas Dost fuzilar, foi porém assinalado o adiantamento do maliano, pretensamente, talvez estivesse muito ligeiramente, o que não ajudou a destrinçar foi o plano.
Quem não se fez rogado foi Palocevic, bola lançada do outro lado do mundo, mais um furo na esquerda resultando uma penetração junto à linha de fundo, um cruzamento e uma conclusão sem defesa, à boca da baliza desviou de cabeça, aproveitando os espaços dados por uma equipa pouco coesa, em alguns sectores ausente, descompensada ou presa, e a visitante mais focada e mais acesa.
Os adeptos já ansiavam por um murro na mesa, parecia má demais a sobremesa, depois da purga confeccionada e sua despesa, pairava o fantasma de mais uma tristeza, uma derrota inconveniente e sem delicadeza, que exporia problemas de outra natureza, divergências fundamentais relacionadas com grandeza, e os nervos contraíam-se e latejavam com frequência.
Por momentos, até Keizer deixou de ser uma certeza, o estado de graça da sua careca tornou-se uma ausência capilar que denotava vileza, e toda a gente entreviu um Novo Sporting que não era belo como uma princesa, e ao espelho era mais velho que uma velha chinesa. O Nacional ameaçava o terceiro, livre directo batido em jeito e Renan desta vez voou e impediu o efeito.
Quis alguém que não fosse assim, não sei quem, quem sabe o Veríssimo, outrora um árbitro complicadíssimo mas que se apresentou concentradíssimo, tão focado que descortinou um toque em Bas Dost, caído quando ia para o "já foste", e foi rever a grande penalidade, enquanto o holandês se preparava para a converter, como um pregador da IURD converte fiéis para sacar o dízimo, e assim foi o último golo da 1.ª parte, importantíssimo.
Porém ainda não estava acabada, a equipa do careca continuava atarantada, nem no ataque a coisa funcionava, os avançados vindos da Choupana rematavam quase à vontade, mas já sem a pontaria tão afinada, e numa bola por Renan projectada, com Bruno Fernandes a apanhar um ressalto e a defesa adversária desamparada, preferiu rematar cruzado quando tinha Bas Dost isolado por trás da molhada.
O intervalo serviu para largar lastro e deixar um pequeno barril que na 1.ª parte foi quase invisível, mas não permitiu a desenvoltura possível, com Miguel Luís a ligar uma equipa que partiu quase numa missão impossível, mas digo isso não pelo duplo do Tom Cruise, digo porque foi uma substituição que valeu o seu uso, permitindo corrigir um nevrálgico desequilíbrio.
A equipa não voltou muito solta, mas ainda assim mais segura foi tentando dar a volta, com Nani algo a meio a executar um remate de longe traiçoeiro, que saiu à figura e meio rasteiro. O Nacional dispôs de vários livres nas imediações do reduto leonino, bombeando bolas tentando sempre dar-lhes destino, e várias vezes na 2.ª parte isso foi um desatino. Quando finalmente Jefferson conseguiu infiltrar-se no ataque pela ala, levando a bola como gosta de levá-la e depois tentando cruzá-la, nunca se sabe se sai borrada ou cruzamento de gala, o homem tem um olho para o fosso e outro para a pala, lá conseguiu endereçá-la ao Holandês Voador, que sem deixá-la aterrar um remate de pé direito improvisou, causando apuros ao guarda-redes que se atirou.
Já com Jovane no lugar de Nani, bola aqui bola ali, o miúdo que traz golos fez um passe em profundidade para o ponta-de-lança, que adiantou e à saída do guarda-redes dividiu com confiança para Bruno Fernandes, empate alcançado e tudo como antes. Claro que aumentou a moral, o Miguel Luís e o Cabral mostraram-se dois bons navegantes, e os caminhos para a vitória já não pareciam tão difíceis e distantes.
O perigo começou a rondar cada vez mais os corações dos nacionais, e graças a um livre directo semelhante ao da 1.ª parte, na mesma baliza mas executado com outra arte, Mathieu ficou nos anais fazendo a sua parte. O ambiente no estádio tornou-se então inebriado, o fantasma dos natais passados tinha sido excomungado, o pesadelo encaminhava-se para um sonho deslumbrado, a apoteose da glória era um mundo alcançado. Mas ainda não estava acabado.
O jogo estava desconcertante e o equilíbrio desconcertado, na resposta o Nacional não se fez demorado, Riascos só não fez riscos no cromado porque Renan fez uma defesa de um iluminado, passando a luva pela bola como quem passa um pano por um nado, protegendo a vida do resultado recém-conquistado.
Fábio Veríssimo estava tão focadíssimo que até viu mais um penalti subreptício que surgiu depois de Miguel Luís aparecer no ataque e cruzar a bola com precisão para Dost, a entrar outra vez vindo de trás ao 2.º poste, ganhando a frente mas impedido de dar-lhe o último toque. Mais uma vez discutível, mas dando o benefício da dúvida possível, sabendo que seria sempre uma decisão difícil, tanto quanto foi o jogo imprevisível, e o mesmo de sempre enviou um míssil lá para dentro, defendido para o poste e entrando à tangente, não valendo e repetindo, novamente convertendo e rindo.
A remontada ficou selada com um golo de Bruno Fernandes, já depois de uma sua arrancada que só por intervenção de Daniel não causou danos, contra-ataque fulminante guiado por Diaby e continuado por Jovane, Miguel Luís do lado oposto aparecendo, numa recarga depois de uma jogada marcante, já no primeiro minuto dos descontos, que foram jogados até ao último instante.
Vitória importante num desafio electrizante, falhar hoje seria um trauma periclitante e poderia transformar o sportinguista, ainda mais, num bi-polar errante, não esquecer que não há só ursos no pólo norte, também os há em Alvalade, a jusante e a montante.

🦁Sporting volta a entrar em falso na 🇵🇹Liga NOS 18/19 em Alvalade:
Jornada 13 - ? 0-[1] ◾️Nacional
Jornada 12 - V 4-[1] 🔴Desp. Aves

⚠️Nos últimos 5 jogos que entrou a perder em casa, venceu apenas uma partida:
V Desp. Aves, D Arsenal, D Barcelona, D Braga, D Real Madrid
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⏪A última vez que o 🦁Sporting esteve com uma desvantagem de 2 ou mais golos em casa, tinha sido na jornada 32 da época 2016/17, com uma derrota por 1-3 frente ao 🔵Belenenses (os dois golos a surgirem nos últimos 5 minutos do encontro)
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⚠️Em 196 ocasiões dos jogos em que chegou ao intervalo em desvantagem no Estádio José Alvalade, o 🦁Sporting perdeu 50%.
⏪A última vez que fez uma reviravolta na 2.ª parte foi em Janeiro 2016 frente ao SC Braga [V 3-2]
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⏰ INTERVALO | Sporting 1 – 2 Nacional

Comandados de Costinha jogaram à “grande” na 1ª parte, surpreendendo Alvalade
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🇵🇹 FINAL | Sporting 🆚 Nacional

🦁 oferecem reviravolta natalícia aos adeptos, num jogo em que chegaram a estar a perder por 2 golos 🔥
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⚠️Há 68 anos que o 🦁Sporting não culminava duas reviravoltas consecutivas na 🇵🇹Liga Portuguesa com goleada:
1950 Elvas [F 3-6], V. Guimarães [C 5-1]
2018 Desp. Aves [C 4-1], Nacional [C 5-2]
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⚠️Há 11 anos que o 🦁Sporting não vencia dois jogos consecutivos na 🇵🇹Liga Portuguesa com reviravolta no marcador:
2007 Marítimo [F], Paços Ferreira [C]
2018 Desp. Aves [C], Nacional [C]
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A Última Profecia (?)

Só os Pategos querem a Guerra

Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...

Mais Manás