Após mais um episódio fascinante e um princípio de noite electrizante sem nenhum pontapé efectuado enquadrado com a baliza do Arsenal, e da inauguração da Avenida José Alvalade (com rotunda central) logo nesta ocasião, apesar da confirmada previsão do triplo bloco recuado pivotal, que até serviu de sinal vermelho, não impedindo numa ultrapassagem em transgressão e golo do clube visitante, que já se previa a qualquer instante, resultando na sua primeira vitória neste país redundante, eis o que disse o touro de lida em jeito de corrida, indiferente: "só perdemos por um", como se fosse insignificante. Foi mais um... pum
en passant. A equipa não faz um traque, tudo com a mania que é craque, quanto mais o homem do fraque. Não têm defesa e ao ataque pouco mais causam que comichão, quais garras do leão!
E isto ainda é o início do percurso tortuoso, do novo circo tenebroso, que até vai doer no osso, a comitiva e companhia já estão instaladas, as barracas já estão montadas e nem que o vento soprasse forte ali, por mais que as abanasse mesmo assim não as levava, aquela gente alapava que parecia uma chupa-cabras brava quando faz corte e caça um cordeirinho manso e mal-morto, ou vai ao pescoço ao ganso e o deixa torto, sugava tudo, sangue, dinheiro, vinho e os túbaros.
A atracção principal daquelas de carnaval, mais parecida a uma descida infernal, como Dante foi ao purgatório, e se vai a um hospital ou a um sanatório, excepto para os que desmaiam à porta de tão sensíveis, aí indescritíveis, e os neo-exigentes que se enganaram a comprar bilhetes e queriam ir antes no comboio-fantasma, ou a outra coisa menos complicada de suportar pelo caminho, mais
softezinho, que não envolva caras de cataplasmas, precisamente a barraca tal da Trupe das Varas Verdes.
Lá se organizam corridas de morte com um ambiente tão espectral que diz quem passa pelos bois de curral e acede aos túneis labirínticos que se cruzam com os do
toupeiral, que a experiência é tão real que ninguém tem sorte, quem lá vai é o seu funeral, e é-se arrastado se não por um morto-vivo qualquer, pelo menos para cobaia do Mitotauro PéZero.
Consta vai para mais de uma década que esta alimária à época já fazia das suas, como na escola primária o menino Tonecas, que trocava a bola pelas bonecas, e agora está cada vez mais requintado no seu sado-masoquismo, e que gosta de brincar aos Marquises do Sado com o novo Presidente Dr. Frederico Varandas (a propósito, onde andas?), e é assim que são felizes.
Enquanto isso, horrores temíveis aguardam a passagem dos incautos sofredores naqueles sofríveis corredores...
Diziam que com a queda do ditador maluco o terror tinha acabado, as convulsões, os suores frios e também os quentes, as chapadas sentidas e os socos nos dentes, as insónias e as memórias contundentes, tudo menos a impaciência dos neo-exigentes... mas agora, o próximo sobressalto, o seguinte susto é já aqui daqui a bocado. E os situacionistas, vão continuar a assobiar para o lado?
Tudo malta que viu que o Petrovic ia ser titular e deu meia volta