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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Emirados Secos Londrinos

Se a Margem Sul é um deserto urbano, que dizer dos Emirados Secos Londrinos, cheios de calor humano dos fervorosos adeptos leoninos?
O pior foi a equipa a jogar com bola do meio-campo para a frente, cinco passes consecutivos era pedir de mais àquela gente, mas agora é que está bom para o neo-exigente.
A abordagem realmente até foi diferente, e também o resultado, um empate contingente, porém o jogo ofensivo foi novamente decadente, se é que se pode chamar ataque aquele conjunto divergente de processos que não se entende. Pedia-se uma perspectiva de jogo mais abrangente.
Mas vamos por partes, que não se pode pedir mais ou chamam-nos alarves, veremos se se pode pedir para ganharem ao Chaves.
Desta vez não houve balística, remates só para a estatística, tal como em Alvalade, parecia que só havia uma equipa naquela cidade, era disparos de todo o lado, valeu que o alinhamento estava desalinhado, e quando foi preciso lá o Renan ou um defesa agarrou ou desviou para o lado. Mathieu acabou expulso depois de um passe atrasado transviado. Se a defesa ainda se safava com dificuldade, o ataque foi pior que desastrado, ao contrário dos adeptos mostrava-se engasgado, naquelas gargantas nenhum espinho estava (en)cravado, e apenas Diaby disparou contra um adversário na área plantado, que abafou com o tronco um possível míssil teleguiado, ou então não era e saía do emirado.
Parecia que naqueles Tamisas havia marés-vivas, uma torrente que obstruía quaisquer tentativas, uma barragem de fogo com incidências explosivas, que a qualquer momento podia causar consequências lesivas, o que vale é que se lesionaram 2 das potências mais activas, Welbeck e Lichtsteiner não são personagens facultativas, o Sporting mal conseguia manter as bases defensivas, as saídas viravam depressa becos de bolas perdidas, valeu quem escreveu o livro de bordo contra as expectativas, que desfasou o desfecho lógico das narrativas.
Mas dizem os entendidos, pelos menos não saíram perdidos, é verdade que um pouco combalidos, mas não voltam vencidos, só com um ou outro hematoma, contra uma equipa muito mandona. É verdade que pastaram lentamente com(o) uma vacarrona, mal conseguiram respirar entre cada amona, parecia que viviam dentro de uma redoma. não houve golos nem com a mão à Maradona, e quando é assim para quê rematar à baliza, antes um pontapé na cona, um chuto na atmosfera ou um shot em Ibiza.
Não me digam é que tentaram a vitória, isso é o mesmo que reescrever a história, ou o Dr. Verde alterar-me a memória, o mundo sabe que aqui não manda a Babilónia, agora esqueçam lá isso de ir aquecer à velha Albiona, se o nível de jogo é esse mais vale ficarem por Lisbona, o mundo sabe que o Novo Sporting esteve na Londona. Na bancada rugiram 5300 que não precisaram de nandrolona. Saudações para o calor humano que causou a seca da criança chorona.



⏰ 45’ | 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Arsenal 0 – 0 Sporting 🇵🇹

“Leões” com pouca bola no Emirates, finda uma 1ª parte com apenas um remate enquadrado

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⚽ 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Arsenal 🆚 Sporting 🇵🇹

🦁 foi a Londres arrancar um nulo que deixa o apuramento ao virar da esquina
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⚠26 jogos depois e mais de um ano depois, o 🦁Sporting volta a terminar um jogo sem qualquer golo sofrido num jogo fora de casa

➡A última vez que o Sporting terminara um jogo sem golos sofridos fora de casa tinha sido frente ao Rio Ave (27/10/2017)

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⚠Mais de 7 anos depois, o Sporting volta a não sofrer golos numa deslocação nas provas europeias - no total, foram 30 jogos sempre com, pelo menos, um golo sofrido

➡Desde setembro de 2011 que o Sporting sofria sempre golos nos jogos fora na UEFA (vs 🇨🇭FC Zurich)

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sábado, 27 de outubro de 2018

O Silêncio dos Neo-exigentes

Outrora exaltados e intransigentes, carentes do(s) seu(s) Novo(s) Sporting ausentes ou inexistentes, revoltados contra o Ex-Presidente e os dirigentes associados, a mudança de estação, chegando o Outono e indo-se o Verão, e ainda antes, duas vezes, da própria direcção, com novo(s) Presidente(s), trouxe outra versão dos neo-exigentes, desde a AG Destitutiva diferentes e doravante menos presentes.
Agora não exigem tanto, contentam-se com ir andando, ter muita saúde, e deixar para trás tudo, o lastro do passado, que estava podre e acabado, que querem ultrapassado de vez em 1,2, 3, (macaquinho do chinês), enquanto vão tocando o reportório de alaúde e a cantiga do talude a pique, que vai dar a um dique, pelas bandas sonoras do canal de Hollywood, filmes a dar música ao miúdo e ao graúdo, como orquestras cacofónicas a tocar no Titanic, icebergs na barragem de Cahora Bassa em Moçambique, sereias que cantam no caminho para Ítaca, caras de poker daltónicas e bluffs à Maverick, obcecados pelo DJ coreano gordo louco(s) como o capitão Ahab pela Moby Dick, e assim vão destilando fel no alambique semi-oculto pelo tabique, pensando que têm mel por ser VIP.
É assim que se ouve agora que tudo o que o Leão não devora é porque não lhe cabe na boca, ora onde é que já se viu o rei da selva caçar caça grossa, ideia louca, às vezes até maior que um vagão, uma carroça ou um camião, coisa pouca, ou um camelo só com uma bossa, provavelmente um dromedário, ou um caimão d'água insossa, que o crocodilo de tanto chorar está na fossa, e é assim que agora se relativiza a sucessão de insucessos no calendário, e que se quer fazer um sócio de otário, só com palavras doces do dicionário, sendo as amargas destinadas à cartilha que não tinha contraditório, enfiadas pela goela e em supositório, qual anti-inflamatório administrado de modo compulsório, diarreia que dá vontade de ir ao gregório, propaganda barata de qualquer sociopata de armário ou psicopata de escritório que quer assistir ao teu velório quando passas pelo vomitório.
Mas como o tempo não volta para trás, talvez nem as exigências que se fazia e agora já não se faz, é inglório pedir a quem as fez (mesmo que fossem só dois ou três atrás de PC's), que agora seja mais capaz, já que na classificação das provas o Clube deu um passo ou dois atrás.
Os problemas terão tendência para se agravar pela inacção, mais ainda por uma acção desprovida de pensamento (auto) crítico, ou baseada na recalcitração do produto mediático, corrosivo e tóxico como ácido sulfúrico e muriático, mas imagine-se o que fariam se fosse o Levítico, ou o Calvário passado ao seu lado, tipo banho de ácido clorídrico derramado, que mais parecia a balcanização no Adriático, não me venham impingir #União de plástico de supermercado, que não descansaram até nada haver para ser protestado, até a golpada resultar num golpe de estado, e qualquer epifenómeno foi pretexto para Bruno de Carvalho ser contestado.


    Depois dos elogios de Guerra ao Novo Sporting, só faltavam os elogios de Brás a Peseiro...



    E é isto. 

    segunda-feira, 1 de outubro de 2018

    Amnésias

    Aquele que não conhece o passado está condenado a repetir os mesmos erros no futuro.
    Logo, a dita amnésia, seja ela colossal ou milionésima (a branca instantânea, de duração momentânea), pode ser o pior inimigo de uma expressão profética.
    Verdade que há quem padeça desse problema. Prognósticos foram feitos a respeito, tema aflitivo para muito sujeito, há tratamentos que produzem efeito, diferentes, nem sempre é possível continuar eleito, como se tudo estivesse perfeito, uns põem-se a jeito de golpadas amnésicas, e são derrubados, outros continuam ufanos a liderar, apesar das brancas recorrentes.
    Aqui trancrevo a fantástica história do Gnomo Amnésias, saraivada profética tão mordaz e acutilante que foi tratada como sacrilégio de autoria anónima, pelas cartilhas lampiónica & neo-exigente.

    Nuno Saraiva - Director de Comunicação
    do Sporting Clube de Portugal (p. 142)

      Caro gnomo Amnésia, chegou a sua vez. E a possibilidade de vitória está nas suas mãos.
      - Nas minhas mãos? - pergunta o gnomo Amnésia - Não foi com as mãos, foi com o peito. Isso é uma cabala contra a minha junta. Vão fazer de tudo para tentarem que não ganhemos a marcha dos santos populares deste ano. Vão tentar de tudo! Era o que faltava! Isso de penaltis só na tasca do Zé Manel…
      - Bem - diz o apresentador -, nem vou comentar pois, infelizmente, estamos mesmo no final do tempo. Então, sendo sua responsabilidade poder levar a sua equipa a ser campeã deste programa, vamos tentar...
      - Vamos tentar? – interrompe, agressivo, o gnomo Amnésia - Neste programa nós somos os tetra. Nós não tentamos, nós fazemos nem que seja ao colinho. E digo-lhe já: depois da treta, este ano ninguém nos tira a peta!
      - Bem – comenta o apresentador -, devia querer dizer tetra e penta, mas avancemos até porque concordo em pleno consigo, o que, confesso, só a ideia assusta-me... Pergunta número 1: Como consegue não pagar nenhuma das suas dívidas a ninguém, e pôr os habitantes de todas as juntas portuguesas a pagá-las?
      - São Bernardo! Ou melhor, Mr. Burns! Ó diabo, São Bernardo! Mr. Burns! Ou tanto faz! – grita, aflito, o gnomo Amnésia - O que respondo? Qual o meu lado em que fico mais bonito? De onde venho? Para onde vou?
      - Acho que já percebi – diz o apresentador sem disfarçar o constrangimento -, o meu caro gnomo pede ajuda aos mestres das cartilhas da guerrilha e do terrorismo e lança poeira para todos os lados. A certa altura, já ninguém fala das suas dívidas e acabamos todos por as pagar e ficar a falar de outras coisas que você inventou. Estou correcto?
      - Correcto? - diz o gnomo Amnésia - Correcto estou sempre eu. Você está a insinuar coisas e eu não tenho culpa de nada. Sou um cidadão exemplar. Cumpridor. O camião era meu. Eu nem conhecia o meu motorista, apesar dos anos todos em que fomos íntimos e trabalhámos juntos. Porta 18? Nem sabia que havia portas na junta. Colombianos? Eu só conheço a Colômbia, não conheço colombianos. Aliás, eu nem vou ao Colombo, apesar de ser próximo da junta. Agora o que interessa é que as outras juntas se uniram todas contra mim. Dizem asneiras. Têm perdões de dívida e mentem. Dizem que fazem os melhores negócios televisivos, mas se eu digo que não é verdade é porque não é. Tudo mentiras, tudo cabalas.
      - Bem - conclui o apresentador -, acho que a resposta está dada…
      - Mas - diz o gnomo Amnésia -, não me diga que também faz parte da cabala contra mim? A janela da minha junta não lhe fez chegar as perguntas que autorizei? Ou o São Bernardo? Ou o Mr. Burns? Ou seja lá quem for? Aliás, digo já que nem sabia que estas pessoas de quem estou a falar existiam…
      - Desisto! - confessa o apresentador - Última pergunta, e só vence se acertar: Quantas claques tem a sua junta para as marchas de Santo António?
      - Claques? – atira, de novo, o gnomo Amnésia - Eu lá sabia que a junta tinha claques. Aliás, qual é a junta de que estamos a falar? Quem sou eu? Onde estou?
      - Caro gnomo – interrompe o apresentador -, sabe que a sua camisola diz “claque da junta do gnomo Amnésia… Como é que não sabe que existem claques?
      - Camisola? - responde o gnomo Amnésia - Nem sei como é que ela apareceu no meu corpo. Não é minha, nunca a tinha visto. Gravações a falar de claques? Cabala! Tudo mentiras para nos tirarem o peta!
      - Caro gnomo – diz, perplexo, o apresentador -, chegámos ao fim e tenho que lhe dizer que não sobrou tempo para ajudas. Infelizmente não ganharam este programa.
      - O quê? – diz, irritado, o gnomo Amnésia - Não ganhei? Ó Gosma, pagaste ao outro? O que passou se?
      E, por fim, acordei... Acreditem, sempre que me lembro do meu sonho o dia fica de imediato mais alegre. Afinal, quem disse que este mundo não é divertido e que não se aprende muito?



      A Última Profecia (?)

      Só os Pategos querem a Guerra

      Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...

      Mais Manás