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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

O Homem Marabunta

Reentrando nesta antiga casa devoluta, perdido numa neblina densa e justa, por trás da cortina traçada e vetusta, por baixo da camada de pó enxuta, jaz abandonada a mobília oculta, que as térmitas roeram na sua labuta, mais intensa que aquela dos Homens da Luta, lideradas pelo incansável Homem Marabunta, que ninguém vê quando perscruta, trabalha no silêncio e só quem ouve escuta, mas nunca responde quando alguém pergunta.
Que não te deixes ficar instalado, aviso-te já para não seres enganado, este tabernáculo já foi revirado, tem fantasmas mas não cantam o fado, o álcool foi bebido e o ópio fumado, não te habitues que ficarás viciado, poderás dar por ti empoeirado, do estetoscópio do fisiatra acordar ao lado, isto já foi um diamante lapidado, um larápio o levou ou foi empenhado, talvez para Antuérpia tenha embarcado.
Vai-te embora já, que o Homem Marabunta está esfomeado.






terça-feira, 19 de março de 2019

Os fantasmas de Bruno

Agora que viu a luz mais uma investigação CM sem qualquer aprumo, no próprio dia em que saiu pus e admitem que publicam cortinas de fumo, eis que em rodapé no seu canal o sobrenatural ganha novo rumo, o ex-Presidente do Sporting Clube de Portugal "contratou fantasmas" e eles foram a Cabo Verde mexer no estrume, interrogando nos arquivos da Federação e ao dirigente do Batuque.
Não interessa agora explicar que um protocolo de 330 mil euros não é o mesmo que contratar um Diaby por 5 ou 6 milhões para extremo, ou um Ilori por 2 milhões e meio.
Sinceramente, quem ressuscitou o Julmiro? Terá sido o Mestre Vudu do Cumbú, o Nhaga? Foi morto a tiro? Ou será mais uma fabricação de mau jornalismo para enganar pessoas sem tino e colocar no lixo? E os outros, não merecerão que o CM, tão preocupado, sonde e investigue o seu destino? Não se erguerá para eles monumento ao jogador desaparecido?





Presidente do Batuque: “Não há jogadores fantasma no protocolo com o Sporting”

19 mar, 2019 - 12:58
João José Cardoso da Silva, presidente do clube de Cabo Verde, nega a existência de jogadores “fantasma”, identifica os nomes e garante protocolo com o Sporting em vigor até 2022.
João José Cardoso da Silva, presidente do Batuque de Cabo Verde, nega, em entrevista a Bola Branca, a existência de "jogadores fantasma" no acordo de preferência com o Sporting, assinado em 2017 durante a presidência de Bruno de Carvalho.
O protocolo prevê o direito de preferência sobre sete jogadores cabo-verdianos, a troco de 330 mil euros. Esta terça-feira, o "Correio da Manha" escrevia que quatro dos sete jogadores não estavam inscritos em qualquer registo oficial. O presidente do clube explicou o estado contratual dos jogadores:
“O Julmir Silva esteve no Batuque, mas já não está porque em Cabo Verde. O futebol é amador e as licenças são válidas apenas por um ano. Esse jogador está a alinhar no campeonato da Guiné Bissau. Os outros três, Admirson Soares, Walter dos Santos Waxel e Wildilton Santos Waxel, estão a fazer testes noutros sítios e brevemente saber-se-á para onde vão. Antes, o Sporting pode exercer o direito de preferência se assim entender”, explica Cardoso da Silva.
Protocolo em vigor e à disposição das autoridades
O protocolo entre Sporting e Batuque foi assinado há dois anos e é válido até 2022. “O Sporting ficou com o direito de preferência sobre sete jogadores por cinco anos. E continua a ter preferência sobre esses jogadores”, reforça Cardoso da Silva.
O presidente do Batuque diz estar “disponível para prestar todos os esclarecimentos às autoridades sobre esse protocolo”. Cardoso da Silva sublinha que o protocolo “foi feito de boa fé. O Sporting cumpriu e o Batuque ainda não porque não foi solicitado mas está disponível para cumprir. Se o Sporting não quer aqueles jogadores, pode escolher outros durante a duração do protocolo”, detalha.
Críticas a Frederico Varandas
O comportamento do atual presidente do Sporting, Frederico Varandas, é também alvo de críticas de Cardoso da Silva. “O correto seria a atual direção do Sporting contactar-nos e saber se o protocolo existe ou não, em vez de andar a fazer conferências de imprensa a mandar palpites desnecessários para o ar porque o protocolo existe e foi feito de boa fé”.



quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Os canhões da velha Albion

Na equação do apuramento europeu, agora que o ex-skipper desapareceu mas ainda paira algo de seu na equipa - como um fantasma plebeu que assombra o porão e dá a volta à tripa - e só resta da tripulação o jovem génio da pipa, que guiou a nau à vitória na recente deslocação a S. Migas, que certamente para vencer teve que fazer figas, onde tiros de canhão foram disparados de parte a parte, mas não houve danos no casco ou no mastro, só uma viga, ficando arrasado o baluarte, e o Sporting subiu ao 3.º lugar da I Liga, eis que navegou com sua arte para outra ilha e nova briga.
Mas o regresso à 3.ª dimensão pode ser capricho do destino ou mera ilusão, pode não passar de uma bolsa de ar debaixo do barco virado à tona, um curto-circuito na matriz ou um bug na mona, um colchão de água que à terceira bombada detona, estar ali a dois pontinhos da frente e depois definhar com os efeitos secundários da cortisona, querer produzir azeite e só ter uma azeitona, abandonar o cavalo para se agarrar à metadona, galar uma grossa que afinal é uma bichona, despertar do sonho e estar em pleno coma, uma combustão espontânea sob o sol do Arizona, isto porque se segue um grande desafio noutra zona, e ainda que não seja visitar o Barcelona, é ir aos Emirates, rumando de Lisbona a Londona.
Lá na fortaleza inglesa, onde antes o Arsène geria o Arsenal, tocava piano e falava franglês, lhes dava recital e música uma e outra vez, e também sofria no Natal, na Páscoa e no Carnaval, era à vontade do freguês e começaram a levá-lo a mal, ninguém quer ir parar fora da competição continental, quanto mais da nacional, vai daí que foram buscar o pragmático Unai Emery, convém não levar o triplo pivot para ali, ou então é certo que vão jogar mal, o barco não aguentará o peso e irá ao fundo, vai ser um naufrágio profundo, o mais certo é ser um funeral, e um festival para os albioninos e do outro lado do mundo.
Há que marchar contra os canhões, não ter medo de inovações e soltar cabeça, membros e pernas dos grilhões, apresentar soluções ofensivas, não ter medo de procurar alternativas, não jogar a medo das suas capacidades destrutivas, remar com entre-ajuda e sincronia colectivas, ter crença e acções objectivas.
Soltem as velas do veleiro leonino, que o homem do leme o faça bolinar contra os ventos do destino.



A Última Profecia (?)

Só os Pategos querem a Guerra

Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...

Mais Manás