Em mais um fim-de-semana para (não) esquecer, estando o Clube a definhar e a morrer às mãos de quem em tal recolhe prazer, fiquem com um filme que fez o seu realizador perecer, Forças Ocultas, de 1943, sobre aquele que é um dissimulado (mas real) poder. A crónica do jogo com os "muita-fortes" ficará para outra ocasião, quando quiser e me apetecer.
Lagartinhos, mais um ano de seca. Talvez no próximo século ganhem algo de valor. Nem hoje nos conseguiram ganhar com o Hugo Macron a roubar... Adeus lagartixas, foi um prazer.
Nesta quadra natalícia, venho sem qualquer malícia, em nome pessoal e não de nenhuma milícia, sugerir uma produção fictícia, aproveitando a ocasião propícia, na sequência da evocação ao ataque à Academia, que é caso de polícia, feita pela comunicação com codícia, depois de tanta ficção e notícia, até à exaustão da paciência, recorrendo à infância e sua inocência, o guião é simples e não tem ciência, tem como mote a pacificação e o não à violência, não se trata de maledicência, desculpem a minha tertuliana inexperiência.
"Tenho voto na matéria, o Pai Natal não me vai descartar, quando chegar lá acima, eu vou ser o braço direito do Pai Natal, o que é que vocês ainda não entenderam?
(...)
E por isso a mim ninguém me descarta, ó Carvalho, no dia que o Pai Natal me descartar é o dia que ele vai! É o dia que ele leva um toucinho, ele como leva qualquer ajudante do Pai Natal!
(...)"
Boas Quadras, para as pessoas e para as bestas quadradas!
Oh oh oh
Acampam por aí em desfraldados bivaques, vivem comendo desmiolados basbaques, perseguindo alguns e capturando-os por desgaste, é verdade, manipulam-os à vontade, fazem-lhes spins como um skater faz tique-taques, conduzem-os como os lobos quando caçam veados cazaques, pelas estepes da ingratidão selvagem, sob o nevão que cobre a paisagem, num apagão da memória e da mensagem, perdidos na vastidão sem nenhuma estalagem, incitados à deriva na imensidão da miragem.
A comunicação transcendental é um fenómeno não ao alcance de qualquer mortal, principalmente se for animal que por usar avental se julga especial, que por pegar nos outros e cozinhá-los é um masterchef sem igual, se ditar receituários que não usa para medicá-los, se abusar dos pacientes e pior que cobaias tratá-los, se alimentá-los como se faz a um pato de engorda, enfim, se for um natural comunicador nato, mais brutal que o Tarzan Taborda, prenda fenomenal de anos ou Natal, embrulhada por um escroque, qual pedra de toque no sapato.
O Sporting CP informa que devido a uma falha informática foi gerado e enviado um email indevido a alguns Sócios aniversariantes. O Clube já desenvolveu todos os procedimentos para resolver a situação e lamenta o sucedido.#SportingCP
Comunicação @Sporting_CP numa semana: -Título de Judo desprezado no Jornal -Newsletters com resultados da semana passada -Emails de aniversário invocando tragédia de Cherbakov -Vídeo com crianças a recriar o Ataque Alcochete
Se queriam fazer humor, faltou a parte aonde Bas Dost e Bruno Fernandes amuam e crianças conseguem convencer-los a ficar em troca de um saco cheio de rebuçados.
Regressados do distante país dos cavaleiros azeris, onde foram passear e oferecer seis souvenirs, e com um jogo fundamental para o campeonato nacional, agendado para a segunda-feira a seguir, operação que implicava precisão dos bisturis, sendo o busílis da questão a subida fluvial até Vila do Conde, de modo a não deixar fugir quem vai na frente por um triz, e quem entretanto se tentou imiscuir, a esquadra leonina foi levada a subir o rio, com um caudal meio cheio meio vazio, e portanto propício a escolhos e a baixio, que poderiam reter um navio, ou furar-lhe o casco, prevendo-se um cenário mais sombrio do que aquele que nos saiu no anterior tasco.
Mas, como sempre aconteceu desde que o Marcel Keizer apareceu, e já vão três viagens em várias paragens do continente europeu, e mais além, que o Azerbeijão é mais para lá do que para cá, mas quem sou eu, não sou ninguém, nem sequer estou refém de ser um verdadeiro sportinguista, isto porque não subscrevi o empréstimo obrigacionista, nem partilho da Paixão que o Luís Martins tem por alpista, e ser um primário reaccionário anti-Brunista, ar de quem só aceita funcionário graxista, a equipa assumiu o objectivo realista de vencer, procurando ser protagonista digno de se ver, e fazendo valer cada artista, tentando marcar cedo e ir construindo a conquista.
Costuma-se dizer que o jogo só pára quando um homem quiser, mas nem todo o skipper se lembra de o dizer, há alguns que têm mais que fazer, preferem não ver ninguém a mexer, qual é a pressa, mas aqui a história não é essa, o jogo começou, o árbitro apitou, falta no meio-campo, Coates agarrou a bola que ressaltou, meteu no solo, bola parada para o livre, bateu, jogada pelo centro rápida e precisa, encontrou Bruno Fernandes que rematou cruzado à baliza e acertou, foi junto à base do poste que se anichou. A equipa da casa, surpreendida, protestou, porque o Coates não estava onde a falta se assinalou, mas só se houvesse benefício ao infractor algum árbitro iria mandar repetir porque foi mais à frente do que onde se reatou.
Mas não se ficando pelos protestos, como uma equipa que se preze deve fazer nos maus momentos, prontamente reagiram os suevos através de um livre directo, barreira contornada num arco perfeito e estava o empate refeito, posicionamento do guarda-redes e da barreira talvez um pouco mal feito.
E como este desafio foi recheado, o Rio Ave ficou galvanizado e com o público da casa do seu lado, sempre muito entusiasmado e com fervor redobrado, começou a tentar discutir o resultado, e quase marcou com um homem solto e isolado, travado por Renan e pelo fora-de-jogo assinalado, porém foi em contra-pé apanhado, porque apesar de contrariado, teve que levar com um remate super-colocado de Bruno Fernandes, que foi no limite rechaçado, e logo a seguir por pouco Diaby não desviou para um golo cantado, com o guarda-redes do Rio Ave a voar para o outro lado. Mas não ficou muito mais tempo empatado, que Acuña foi por Nani desmarcado, depois de Gudelj ter recuperado, e executou um cruzamento açucarado, solicitando o Holandês Voador que apareceu no alto e desferiu um cabeceamento picado que Leo Jardim, não o que saiu para o Principado daqui, não conseguiu deter, se é que a viu.
A primeira parte avançou para o seu fim, mas o Rio Ave não desistiu assim, e insistiu acreditando que não se ficava por ali, reclamou penalti de Mathieu ao minuto 41, porém o intervalo chegou enfim, 3 minutos de descontos de tempo sob pressão quando o árbitro só deu um.
Na 2.ª parte previa-se a continuação da toada, e é verdade que começou com uma jogada de golo anulada, Bas Dost estava inclinado e adiantado quando a bola lhe foi endossada, mais uma vez por El Huevo cruzada. O Rio Ave não é só conversa fiada, e se por acaso não tem sido Renan, não sei nã, que a falta foi tão bem cobrada, daquelas no laboratório gizada, passe atrás para zona mais recuada, cruzamento tão eficaz que Schmidt apareceu por trás da molhada, picando a bola cabeceada, e só o homem-rã foi buscá-la, e na recarga levou com ela na cara, dito assim até parece piada, mas não foi uma acareação vã.
A partida ficou definida com a entrada de Jovane, que Diaby tentou outra vez com a ponta do pé após jogada magistral, mas mais uma vez foi o tal Leo a evitá-la, e saiu para dar lugar ao rookie mais fatal, e 4 minutos depois, sacou de um remate cruzado em arco ornamental, um golo tão bom que ficou toda a gente a olhá-lo, enquanto o tal Jardim o via sobrevoá-lo. Com tal rasgo individual impôs-se o resultado final, não sem os vilacondenses continuarem a tentar, tanto assim é que Renan voltou a brilhar, o incansável Galeno meteu-a redonda para Fábio Coentrão encostar de cabeça, mas quando Renan engata não há nada que o impeça, e assim manteve a equipa ilesa, não sofrendo outra surpresa.
Com um iniciático tríptico tão belo, a jogar fora e sempre ao ataque, obteve Keizer Marcelo um diferencial fantástico, 1 golo sofrido por jogo, onde está igual, mas marcados mais de 4, conseguindo fazer esquecer o de Tiago, filho do Manel.