Quem é Cila? A cilada.
E Caríbdis? A golpada.
E Odisseu? É Ulisses, que tinha astúcia e bravura e lutava pelo que era seu - a antítese do Dr. Marquises.
Sendo que estamos numa época agitada, onde vale tudo e não vale nada, à beira da noite mais assombrada, chegou a hora de referir os grandes líderes de ordem sagrada desta terra à beira mar plantada, quer o Papa das regiões setentrionais, quer o 1.º Ministro das províncias mais meridionais, que também tem no norte coutada, ambas as potências senhoriais de corte que nos calharam qual grupo da morte, neste mundo de sorte malvada.
Se o Papa lançou novo livro com o mesmo perfume, e tem andado nos seus rituais semi-activo, a empacotar o volume, por trás de cortinas, de comprimidos libidinais e peões azuis, do alto dos seus oitenta e satisfeito com o seu peta-penta, o 1.º ministro anda com sessentas e muitos, sucessivamente incomodado com os chuis, envolvido em acusações e investigações que anteriormente recaíam no seu rival, sentado à barra do tribunal, produzindo matéria fecal em abundância, tal não é a ganância, com ele a fazer alarde e acusá-lo de todo o mal, sendo agora tão ou mais igual que ele.
Vai daí que por entre revista aqui e ali, deu agora uma grande entrevista, e como não podia deixar de ser, tiveram que mencionar o Sporting Clube de Portugal como alvo a amansar ou abater, com o novo Presidente Frederico Varandas a calar e a comer, não têm mais nada para convencer o pagode, está um odor que já não se pode, o líder supremo da seita vermelha aparece com o seu bigode e dá-lhes outro, um para cada um que papa aquele Nestum, vem no pacote.
Chega a ser obsceno e hediondo o constante gargarejar destes dinossauros garganeiros, são escândalos que fazem corar países inteiros, bufas que fazem meninas fumar para abafar os cheiros, pozinhos de pirlimpimpim que as põem a obrar, ausências do país cirúrgicas quando a polícia vai operar, clísteres e lavagens cerebrais para o zé tó papar ou se tu quiseres, cagadas e diarreias monumentais, limpas com folhas de pasquim e papéis de jornais, ou pivots e papagaios que vomitam água de esgoto em todos os canais, entre muito chuvisco de perdigoto, e chuvas torrenciais de dejectos de gafanhoto, enfim, pior que os anais das casas de banho das feiras medievais.
E assim vai o reino da república dos bananais, onde uns são os próprios candidatos presidenciais ou senhores feudais históricos em bacanais histriónicos e outros se alimentam com os seus escatológicos carnavais. E ai de quem diga que estão a mais.
Pinto da Costa: “Não fui só eu a acreditar em Lopetegui”
O presidente do FC Porto abordou a passagem do treinador Julen Lopetegui pelo clube, lembrando, em tom irónico, que não foi o único "a acreditar" no técnico, recentemente despedido do Real Madrid.
ESTELA SILVA/LUSA
O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, abordou esta terça-feira a passagem do treinador Julen Lopetegui, pelo clube, lembrando, em tom irónico, que não foi o único “a acreditar” no técnico espanhol, que foi recentemente despedido do Real Madrid.
Na apresentação do livro Até ao Mar Azul — As Páginas do Presidente, que compila as crónicas mensais de sua autoria na revista Dragões, nos últimos cinco anos, o dirigente portista arrancou algumas gargalhadas entre os presentes, ao lembrar a passagem do treinador basco pelo FC Porto, entre 2014 e 2015, e os textos que escreveu a elogiá-lo.
“Tinha a esperança que íamos realmente virar a página, e esteve quase, porque, se não formos incoerentes, o que se passava também dificultou a isso. Mas não fui só eu a acreditar [em Lopetegui], até a seleção de Espanha e o Real de Madrid acreditaram, e são mais espertos que eu… Pelo menos fui o pioneiro, não me sinto isolado [risos]”, recordou, bem disposto, Pinto da Costa.
Antes, e na alusão às crónicas que agora estão compiladas num livro, que tem prefácio de Matos Fernandes, presidente da Assembleia Geral do FC Porto, o líder dos ‘dragões’, garantiu que os textos são, apenas, as suas “opiniões sobre os acontecimentos da altura”.
“Sempre que escrevo uma crónica, é aquilo que sinto e penso, não é para agradar a ninguém. Se alguém sentiu melindrado ou ofendido por qualquer coisa que eu tenha escrito, podem querer que não foi essa a intenção”, esclareceu o dirigente.
Nesses textos sobre os acontecimentos dos últimos cinco anos no emblema ‘azul e branco’, Pinto da Costa deu especial atenção àquele em que relatou a conquista do campeonato nacional de futebol, na última temporada.
“Foram cinco anos em que só ganhamos um campeonato nacional de futebol, mas que valeu por cinco… Não é preciso dizer mais nada” disse, novamente, a sorrir Pinto da Costa.
O dirigente lembrou o “mar azul que inundou a cidade” nesse dia da conquista do título de 2017/18, vincando que “houve muita crença e vontade de lutar para interverter a situação”, focando essa conquista, em especial, no técnico Sérgio Conceição, que também esteve presente na apresentação do livro.
“Escrevi [sobre a contratação do Sérgio Conceição] com uma convicção que não me arrependo. E hoje, todos, sem exceção, dão essa decisão como uma das melhores em prol do FC Porto”, analisou Pinto da Costa.
O presidente do FC Porto desvendou, ainda, alguns pormenores sobre a contratação do atual técnico da equipa, no arranque da época passada.
“Foi num dia especial porque fazia 30 anos que tínhamos ganhado o primeiro título europeu, em Viena. Depois de almoçar com Luciano D’Onofrio, um amigo em comum, falei com o Sérgio Conceição à tarde e fiquei com a certeza que ia ultrapassar as dificuldades, com o Nantes, para vir para o FC Porto. Já não fui a Madrid falar com outro treinador”, relembrou Pinto da Costa.
Apesar do maior mediatismo estar centrado nas histórias do futebol, Pinto da Costa lembrou que, no seu livro estão vertidas “muitas vitorias fantásticas do clube, com títulos no bilhar, andebol, basquetebol, hóquei patins, e do desporto adaptado”, sublinhando, também, a “inauguração do museu como um dos momentos de maior felicidade”.
O presidente do FC Porto também se emocionou a recordar algumas crónicas que disse ter escrito “com o coração a sangrar”, devido à morte dos protagonistas.
“As páginas mais difíceis foi as que tive de evocar a carta que o D. António [bispo do Porto] me escreveu, e uma outra do dr. Almeida Santos, que também foi muito importante”, recordou com a voz embargada.
Pinto da Costa finalizou dizendo que o livro é feito de “páginas despretensiosas”, e mostrando vontade de “escrever mais um ano de crónicas, festejando coisas bonitas”.
Este senhor é o fundador da LPM, empresa que foi contratada quer para auxiliar a campanha, quer a gestão da atual direção. Se o desejo do Presidente Varandas é unir os sócios, era capaz de ser boa ideia pedir a este senhor que se modere, a bem do clube.
Anda por aí alguém que diz que não é refém de meias verdades ou mentiras inteiras, que não anda metido em feiras, sejam elas das vaidades seja janelas de mercado, e que só por acaso anda sempre de malas feitas, e tem contactos em todo o lado, especialmente se for encarnado, que é a cor que defende de todas as maneiras, contra todas as maleitas, mesmo que encapotado.
Esta criatura aventureira e aspecto viscoso, sempre prazenteira para a malta porreira e desdenhoso desse sub-mundo pantanoso onde se mexem os agentes mais ou menos nojentos e sabujos, por vezes bastante sujos, alguns que mais parecem bruxos sem bolas de cristal, porque é assim que se trabalha em Portugal, e também a nível internacional, ou se é vivo ou não há capital, tempo é dinheiro e um pecado mortal, e alguém tem de abrir o cu e dar ao pedal.
Este César, com o seu bornal, aparece em tudo o que é telejornal ultimamente, porque revelaram escutas com o seu presidente, o mesmo que detém um clube indiferente, Luís Filipe Vieira, onde tentavam despachar sub-repticiamente o treinador como se não fosse gente, talvez pelo adepto não estar contente, sendo o César o emissário correspondente, o singelo intermediário complacente, o empresário-comissário abrangente, e o aprendiz de negociador modelo.
Afinal quem (é) o papa por trás do ignóbil capataz atrás do incógnito rapaz que está detrás dele?
Aquele que não conhece o passado está condenado a repetir os mesmos erros no futuro.
Logo, a dita amnésia, seja ela colossal ou milionésima (a branca instantânea, de duração momentânea), pode ser o pior inimigo de uma expressão profética.
Verdade que há quem padeça desse problema. Prognósticos foram feitos a respeito, tema aflitivo para muito sujeito, há tratamentos que produzem efeito, diferentes, nem sempre é possível continuar eleito, como se tudo estivesse perfeito, uns põem-se a jeito de golpadas amnésicas, e são derrubados, outros continuam ufanos a liderar, apesar das brancas recorrentes.
Aqui trancrevo a fantástica história do Gnomo Amnésias, saraivada profética tão mordaz e acutilante que foi tratada como sacrilégio de autoria anónima, pelas cartilhas lampiónica & neo-exigente.
Caro gnomo Amnésia, chegou a sua vez. E a possibilidade de vitória está nas suas mãos. - Nas minhas mãos? - pergunta o gnomo Amnésia - Não foi com as mãos, foi com o peito. Isso é uma cabala contra a minha junta. Vão fazer de tudo para tentarem que não ganhemos a marcha dos santos populares deste ano. Vão tentar de tudo! Era o que faltava! Isso de penaltis só na tasca do Zé Manel… - Bem - diz o apresentador -, nem vou comentar pois, infelizmente, estamos mesmo no final do tempo. Então, sendo sua responsabilidade poder levar a sua equipa a ser campeã deste programa, vamos tentar... - Vamos tentar? – interrompe, agressivo, o gnomo Amnésia - Neste programa nós somos os tetra. Nós não tentamos, nós fazemos nem que seja ao colinho. E digo-lhe já: depois da treta, este ano ninguém nos tira a peta! - Bem – comenta o apresentador -, devia querer dizer tetra e penta, mas avancemos até porque concordo em pleno consigo, o que, confesso, só a ideia assusta-me... Pergunta número 1: Como consegue não pagar nenhuma das suas dívidas a ninguém, e pôr os habitantes de todas as juntas portuguesas a pagá-las? - São Bernardo! Ou melhor, Mr. Burns! Ó diabo, São Bernardo! Mr. Burns! Ou tanto faz! – grita, aflito, o gnomo Amnésia - O que respondo? Qual o meu lado em que fico mais bonito? De onde venho? Para onde vou? - Acho que já percebi – diz o apresentador sem disfarçar o constrangimento -, o meu caro gnomo pede ajuda aos mestres das cartilhas da guerrilha e do terrorismo e lança poeira para todos os lados. A certa altura, já ninguém fala das suas dívidas e acabamos todos por as pagar e ficar a falar de outras coisas que você inventou. Estou correcto? - Correcto? - diz o gnomo Amnésia - Correcto estou sempre eu. Você está a insinuar coisas e eu não tenho culpa de nada. Sou um cidadão exemplar. Cumpridor. O camião era meu. Eu nem conhecia o meu motorista, apesar dos anos todos em que fomos íntimos e trabalhámos juntos. Porta 18? Nem sabia que havia portas na junta. Colombianos? Eu só conheço a Colômbia, não conheço colombianos. Aliás, eu nem vou ao Colombo, apesar de ser próximo da junta. Agora o que interessa é que as outras juntas se uniram todas contra mim. Dizem asneiras. Têm perdões de dívida e mentem. Dizem que fazem os melhores negócios televisivos, mas se eu digo que não é verdade é porque não é. Tudo mentiras, tudo cabalas. - Bem - conclui o apresentador -, acho que a resposta está dada… - Mas - diz o gnomo Amnésia -, não me diga que também faz parte da cabala contra mim? A janela da minha junta não lhe fez chegar as perguntas que autorizei? Ou o São Bernardo? Ou o Mr. Burns? Ou seja lá quem for? Aliás, digo já que nem sabia que estas pessoas de quem estou a falar existiam… - Desisto! - confessa o apresentador - Última pergunta, e só vence se acertar: Quantas claques tem a sua junta para as marchas de Santo António? - Claques? – atira, de novo, o gnomo Amnésia - Eu lá sabia que a junta tinha claques. Aliás, qual é a junta de que estamos a falar? Quem sou eu? Onde estou? - Caro gnomo – interrompe o apresentador -, sabe que a sua camisola diz “claque da junta do gnomo Amnésia… Como é que não sabe que existem claques? - Camisola? - responde o gnomo Amnésia - Nem sei como é que ela apareceu no meu corpo. Não é minha, nunca a tinha visto. Gravações a falar de claques? Cabala! Tudo mentiras para nos tirarem o peta! - Caro gnomo – diz, perplexo, o apresentador -, chegámos ao fim e tenho que lhe dizer que não sobrou tempo para ajudas. Infelizmente não ganharam este programa. - O quê? – diz, irritado, o gnomo Amnésia - Não ganhei? Ó Gosma, pagaste ao outro? O que passou se? E, por fim, acordei... Acreditem, sempre que me lembro do meu sonho o dia fica de imediato mais alegre. Afinal, quem disse que este mundo não é divertido e que não se aprende muito?