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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Voando sobre o ninho dos passarinhos

Na estreia oficial de Jorge Manuel Silas pelo Sporting como treinador principal, deslocação ao norte de Portugal à mais avícola das vilas, após Frederico Varandas ter dado mais umas voltas ridículas, para enfrentar o último classificado da primeira das ligas.
Se este é um clube de malucos, Teresa, quem é que anda armado aos cucos? Não interessa. O treinador não parece dos eunucos, e quis vencer depressa que os jogos podem ser poucos. Para isso equilibrou a retaguarda, sem que passasse a ser grande espingarda, mas organizou a zona de saída e de entrada, com o pupilo Eduardo a ser o homem da carga pesada, e também da bojarda, e Doumbia a acompanhá-lo em zona mais afastada, funcionando como auxiliar complementar e guarda avançada. Mais à frente Bruno Fernandes em noite desinspirada, tal como Vietto comido na esplanada, do Jesé é melhor nem dizer nada, e o Bolasie esforçava-se para concluir ou desequilibrar, de forma destrambelhada. Faltou uma equipa mais solta e ousada, melhor ligada, mas o profeta estreante a quis organizada, confiou ao aprendiz Eduardo a gestão controlada, que foi lenta, previsível e mastigada, mas sem sofreguidão desenfreada e com segurança redobrada.
O lanterna vermelha mostrou equipa personalizada, e só não inaugurou o marcador porque a bola bateu no poste, após um canto gentilmente cedido ao minuto quatro, e na recarga passou ao lado do outro, com a defesa totalmente a leste. Tirando os sustos, mal ou bem inofensivos e sem custos, Renan foi dos mais passivos, travou uma só tentativa vã, num remate que deu dó, qual zé-ninguém da Lourinhã.
Na 1.ª parte apenas Eduardo conseguiu perturbar Beunardeau, o guarda-redes do clube caseiro, primeiro com um arqueado morteiro, que lhe passou por cima e caiu sobre o ferro, saindo, e já mais perto do intervalo, com espaço no meio-campo abrindo, uma biqueirada cheia de efeito que o ia traindo, mas evitou o golo junto ao poste caindo.
Na 2.ª parte e não satisfeito com o empate, o novo treinador balanceou a equipa para o ataque, mas novamente a equipa dos passarões quase se adiantou, aproveitando o espaço dado nas laterais, e sacando pontapé de canto e um par de ocasiões inaugurais. Na frente dava-se o ocaso de toda a gente, excepto Jesé que esteve sempre ausente, os passes perdiam-se e os remates batiam em quem estava à frente, os jogadores mal se mexiam e raramente de forma inteligente, muitos adeptos adormeciam e o Xistra era negligente, e ora cortava jogadas ora tropeçava e ia ao tapete. Renan teve um pouco mais que fazer, um remate de livre directo que se atirou para defender.
Com tudo isto, Luiz Phellype substituiu Jesé, Eduardo saiu para entrar Wendel e Borja trocou com Acuña, e a quinze minutos dos noventa já mais ninguém punha, situações de golo o Sporting pouco dispunha, o jogo encaminhava-se para o fim, quando entrou pela área Bolasie, com um primeiro cabrito sobre o defesa e outro a seguir sobre Beurnardeau, que saiu em mancha e o abalroou, falta e penalti que o árbitro assinalou, golo que Bruno Fernandes sem entraves concretizou, e que a derrota do Desportivo das Aves ditou. O ponto fugiu à equipa de Augusto Inácio. ao Sporting os três aumentaram o rácio.
A vitória de Silas na estreia, em antológica e lendária epopeia, pedagógica como um comentário do Tadeia, ilusória como o canto da sereia, rude como alimária feia, depois de longo mergulho em apneia, permitiu uma bolha de oxigénio cheia, principalmente para o génio Rogério e sua seita, mas não pensem que se livraram da maleita, não é nenhum mistério que eles continuam à espreita.

⏰ INTERVALO | Aves 0 – 0 Sporting

Mais "leão" mas pouca acção, finda a 1ª parte
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🇵🇹 FINAL | Aves 🆚 Sporting

Silas estreia-se com vitória em Vila das Aves, com o inevitável Bruno Fernandes a dar o triunfo ✅
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Pela 1.ª vez esta época, o Sporting não sofre golos🥅⛔

⚠O Sporting sofria golos há 13 jogos (todas as competições e juntando os últimos jogos da época passada)
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A batalha de Al-José Mota

Estando ainda incrustada na memória a lembrança da derrota dolorosa contra a equipa aviária de José Mota na final da Taça, mais desproporcional que a vitória em Aljubarrota na raça, tão fácil que mais parecia uma gaivota que à socapa peixe na lota traça, foi assim preparada a batalha que a alguém ia deixar mossa.
Começando a contenda trocando as balizas como quem faz uma emenda, o Aves saiu pior que a encomenda, entrou afoito e à procura da lenda, ganhar finalmente em casa de um grande emblema, quebrando as transições do Sporting sem grande problema e lançando contra-ataques rápidos, numa intensidade diabólica de tão ávidos, tornando-se um dilema.
As ocasiões conseguidas foram sendo escassas, Diaby foi desmarcado por Nani mas não aproveitou as vazas, e foi a equipa com asas que acabou por se adiantar, uma bola parada na esquerda da área, batida directamente para Defendi voar e cabecear, entre Coates e Bas Dost que ficaram a vê-la passar, mais uma vez roçando o poste sinistro antes de entrar.
Desengane-se quem pensa que o Aves começou a recuar, na verdade continuaram a pressionar, contrariando, dificultando o Sporting a jogar, tentando sempre que possível rasgar, e de seguida quase voltaram a marcar, Amilton lançado com Coates atrasado e Renan a fazer a mancha e a fechar.
O jogo abanava sempre que o adversário se soltava, muitas vezes sem consequência mas sempre a tentar cavar uma falta, utilizando a ciência do mergulho em zona alta, ao som dos urros do Zé Mota e da sua malta.
Mas foi numa bola projectada para Diaby, em que este saltou para de cabeça assistir, que Vítor Costa resolveu pontapear-lhe um rim, ainda no ar mas já a cair. Lá foi o árbitro da contenda ver no ecrã e decidir, penalti que o Holandês Voador anteviu e marcou, com o empate a surgir. Zé do boné resolveu aplaudir, o 4.º árbitro entendeu que já estava a transgredir, e uma vez que era inútil o advertir, o juiz do desafio mandou-o sair.
Pouco depois, o gigante uruguaio executou um passe recuado mal amanhado interceptado por Elhouni, tal foi a casa que quase saiu merda dali. E logo a seguir, já depois de quedas e muito mandar vir, no primeiro dos 4 minutos de descontos, Nani enquadrou-se ao seu jeito pelo meio, disparou um míssil teleguiado que só por si valeu 3 pontos, ficando o esforço dos avenses desfeito.
A 2.ª parte começou como a de Vila do Conde, um golo de Bas Dost, conseguido após centro de Bruno Fernandes, que com as suas orelhas grandes fez uma rotação junto ao canto, depois de Acuña lhe endossar um lançamento, cruzando com precisão para o holandês, que aproveitou o efeito e de cabeça o desfez, sem ser preciso elevar os pés, só não houve fora-de-jogo desta vez.
O jogo tornou-se novamente disputado, rasgado aqui e ali, sendo que o árbitro ignorou duas faltas sucessivas, uma de Gudelj e outra sobre o Wendel que o fez sair com queixas expressivas. Acuña abalroou um adversário que se escapou entre ele e Coates, levando o 2.º amarelo, o 1.º tinha sido muito antes, no tempo primário, por levar pau e envolver-se em disparates.
Reduzidos a 10 poderia haver receio mas o Sporting logo fez o golo derradeiro, Bruno Fernandes fez um passe tão certeiro, rasgando o meio-campo inteiro e isolando um Diaby tão escorreito, que na passada alcançou a bola, conduziu-a pelo lado direito até à área e com o esquerdo assinou um golo perfeito, redimindo-se do que antes não fez e podia ter feito.
Tudo o mais foi o pranto de José Mota, um Derley a tentar arrancar um penalti com a bota, um Renan a defender remates da pichota, o Sporting menos objectivo e em modo de passeio, e o Aves naturalmente a perder feio, com a pontaria torta, porém com uma primeira parte digna de nota, mas muito aquém na fibra da sua frota, numa rota cujo esteio foi ao fundo com o timoneiro.

🇳🇱 Marcel Keizer repete pela 1ª vez o mesmo onze no comando técnico do Sporting
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Com Marcel Keizer, o Sporting sofreu golos em todas as partidas
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⏰ 45’ | Sporting 2 – 1 Aves

Avenses entraram a vencer mas “leões” deram a volta ainda antes do descanso
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Ao 4º jogo sob as ordens de Marcel Keizer, o Sporting volta a chegar, pelo menos, à chapa 3
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⏰ 71’ | Sporting 4-1 Aves com Keizer ( + ):
🔸 18 remates enquadrados
🔸 13 golos com Peseiro ( + ):
🔸 60 remates enquadrados
🔸 18 golos
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A Última Profecia (?)

Só os Pategos querem a Guerra

Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...

Mais Manás