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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Apocalipse Nau(tilus)

Como se previa na deslocação a remo, derrotaria mais facilmente a tripulação do capitão Nemo, que a némesis espanhola do submarino amarelo, desde o início mais célere e acutilante, não tão distante como os verde-e-brancos do golo.
Quem mais procurava marcar era quem já estava a ganhar, e mesmo com toda a equipa posicionada, raramente se conseguia criar e concluir uma jogada, uma saída para contra-ataque personalizada, com muitos passes errados e dinâmica emperrada, enquanto Salin e Coates, principalmente, tentavam minimizar os danos e manter a baliza inviolada, com os espanhóis a explorarem as alas e o centro de uma defesa desequilibrada.
Mas como as aparências iludem, após uma primeira parte que passou como uma nuvem, quem sofreu o primeiro foi quem apostou na vertigem, uma perda de bola quase inverosímil na origem, na última linha da defesa subida, permitindo o arranque de Bruno Fernandes com a bola furtando-se à oposição ultrapassada, e o meio-campo aberto para uma finalização concebida na passada. Uma ida à tona d'água, um balão de oxigénio, a respiração recuperada depois de apneia prolongada - o submergível cerâmico estava agora ao nível da jangada.
A 2.ª parte, por alguma razão torpe, tinha que meter água e ditar a morte, não que fosse questão de azar ou sorte, era fácil de adivinhar, os laterais do Sporting deixaram bastante a desejar e Jefferson fez-se ou deixou-se expulsar, com um cartão amarelo que já tinha visto e devia evitar, até por saber que o árbitro checo roubou o Sporting contra o CSKA, e tudo eles fariam para não conseguir ganhar, depois foi simplesmente agoniar, o lento afogamento, o vagaroso afundar, devagar até o golo do empate chegar no seu momento.
Quando o engoliu, depois de tanto calafrio, não mais a eliminatória sorriu, o Novo Sporting de vez submergiu, arrastando o Holandês Voador que ainda no evento-horizonte surgiu, afundando-se também ele depois de um falhanço tardio, um último suspiro da esperança que fugiu.

⏰ INTERVALO | 🇪🇸 Villarreal 0 - 1 Sporting 🇵🇹

🦁 eficazes recolhem ao balneário com a eliminatória empatada, marcando no seu único remate à baliza na 1ª parte 🎯
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⚽ FINAL | 🇪🇸 Villarreal 🆚 Sporting 🇵🇹

🦁 despede-se das competições europeias, após ter sido o primeiro a marcar no La Cerámica 🛑
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🇪🇸 Villarreal 🆚 Sporting 🇵🇹

Romain Salin defendeu quase tudo e ainda esteve muito bem na distribuição ⭐
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A feira das oportunidades

Depois do jogo do campeonato e o apuramento na Taça da carica terem deixado boas recordações, lá voltaram a Santa Maria da Feira os esfomeados leões, a fim de conseguirem a passagem às meias-finais da Taça, num desafio que não era de exigência máxima mas exigia alguma raça, até porque a Manta esticada tem destapado outras competições, convinha não voltar para casa sem nada, e ter de dar satisfações.
A primeira parte jogada foi um festival de ocasiões, independentemente do que ao intervalo mostraram as televisões, uma estatística tão mentirosa que devia ser fruto de alucinações, com 0 oportunidades do Sporting e 0 conclusões, enquanto o Feirense tinha uma, surgida de um fora-de-jogo que escapou aos paspalhões.
Desde o início que o Sporting se foi impondo, o Feirense tinha umas saídas e umas bolas paradas mas não causava rombo, e o mais incómodo era ver o desperdício, remates sucessivos à figura de Brígido, ou contra a barreira da feira e o seu bloco tímido, arrastando um empate que se tornava um suplício, e arriscando-se a sofrer porque não marcar já era um vício.
Quando alguém conseguia penetrar no último reduto, saía-se o guarda-redes astuto, fazendo manchas bem conseguidas, ou sendo dobrado pelos defesas ao quinto minuto, quando Raphinha lhe passou a bola por cima do cocuruto. Em campo arbitrava Fábio Veríssimo, não viu quando Bas Dost junto à área foi puxadíssimo, nem quando Vítor Bruno varreu Wendel lançadíssimo, mas entendeu com o auxiliar o único golo anular, porque o avançado do Sporting, rodeado por três adversários a pressioná-lo, teve de lutar para se antecipar. Bruno Fernandes recolheu a bola, rodou e rematou a preceito, o remate colocado foi cruzado e bem feito, defendido como deu mais jeito, e Bas Dost, na recarga não teve o proveito, o guarda-redes estava lá e foi perfeito. As oportunidades não foram poucas, mas ninguém as soube aproveitar, e ficou tudo para ser resolvido na 2.ª parte a disputar, mais cedo ou mais tarde se veria o que ia dar.
O recomeço trouxe um domínio ainda mais avassalador, mas o aproveitamento dos lances continuava de mal a pior, foi admirável ver o Ovo entrar na área depois de um cabrito sobre o opositor, servindo com um cruzamento rasteiro o horrível Holandês Falhador, que sozinho do lado oposto tocou a bola para fora, parecia que um constrangimento invisível o impedia de ser matador naquela hora.
Após um fora-de-jogo mal assinalado, onde antes não vira Valência acampado, que só a saída de Salin aos seus pés o impediu de ter marcado, ainda na primeira metade, isso e alguma falta de capacidade, foi Nani a falhar um lance isolado, após Acuña o ter visto solto e cruzado, já depois de ter falhado um remate a um cruzamento rasteiro do outro lado.
Depois vieram os remates para a bancada, Raphinha de livre directo, Gudelj com ela rolada, e o desespero era já uma coisa entranhada, novo remate cruzado de Bruno Fernandes deu em nada, quando após uma recuperação pela esquerda e uma bola bem jogada, Wendel correu pelo flanco, flectiu para dentro e alçou da perna, rematando na passada sem hipótese, num arco que levou a bola ao 2.º poste colocada. A maldição do zero a zero tinha sido quebrada.
O 2.º golo veio de rajada, um pontapé de canto discutido por Coates atrás da molhada, bola rechaçada para fora da grande-área, onde Bruno Fernandes a aguardava, disparando com o peito do pé direito em força e enrolada, uma margem de 2 golos era mais que justificada, e apareceu antes que se tornasse mais complicada.
Aparentemente satisfeito, começou o Sporting a pôr-se a jeito, o Feirense percebeu que o mal já estava feito e tentou reduzir o leito onde se ia deitar, foi então que Salin começou a brilhar, até ao fim impediu Valência de por 3 vezes facturar, e não só, também houve um lance em que complicou, outro que qual Super-Homem voou, socando a bola como o filho de Krypton, e no frente a frente com os feirantes, foi ele que deles tratou e os aviou, mesmo com Coates a fazer cortes uns atrás dos outros.
Só o recém-entrado Luiz Phellype, deixem lá ver se está bem escrito ou rectifique, conseguiu contrariar esse recuo, numa saída com bola linear, quando o Feirense já tudo estava a arriscar, servido pelo centro por Nani, armando um remate colocado que bateu no poste e não entrou.
Foi realmente um jogo agri-doce, a vitória foi um prato saboroso, porém não levaram um golo por um caroço e se não marcam tão cedo e o jogo se arrastasse, ou levassem um golo antes que alguém acordasse, não sei não, talvez estivéssemos aqui a chamar ao careca holandês palhaço, e a dizer ao Dr. Marquises que de vez desmaiasse. Assim, seguimos em frente na Taça, rijos como palha d'aço.
Agora, se como dizem alguns eruditos, o Sporting não tem a obrigação de vencer os rivais directos, mesmo em Alvalade, esqueçam esta época, anulem de vez a vontade, uma vez que para as taças vamos ter de os defrontar, e também para o campeonato, sucessivamente. Ganhem mas é vergonha, triste gente, esses malditos, sempre prontos a desculpar a ronha e a alimentar anos perdidos!

Pela 2ª vez no reinado de 🇳🇱 Marcel Keizer, o Sporting ganhou sem sofrer golos

▶ O único triunfo com a baliza inviolável aconteceu na Liga Europa, perante o Poltava (3x0)
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Pela 1ª vez desde 2007/2008, os 3 grandes do futebol português chegam ao penúltimo patamar da Taça de Portugal

▶ Na altura, os 🦁 leões bateram 🦅 Águias, nas meias, e 🐉 Dragões, na final, para chegarem ao título
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domingo, 30 de dezembro de 2018

Taça das Vilas com Feira

Depois da tareia quando já se pensava o maior da aldeia, resultando na derrota tangencial e lisongeira a tentativa de conquistar cidade alheia, à volta para baixo passando por Santa Maria da Feira, às portas do mercado de Inverno onde se compra e vende lenha para a lareira, jogadores de futebol, prendas de Natal e se queimam pessoas na fogueira, se parou a fim de tentar recuperar da tremideira, tentando alcançar uma vitória passageira, com passagem para a fase final da Taça mais rafeira, e o início de uma nova série de triunfos no ano novo que está à espreita.
Entraram em campo compenetrados, nem cinco minutos estavam virados e os detentores dos troféus passados já deixavam os feirenses derreados, Bruno Fernandes viu Raphinha do outro lado, este recebeu, avançou pela direita bem acompanhado, por dois feirantes estava a ser marcado, cortou para dentro de pé esquerdo, eles foram para o lado errado, e com o mesmo fez um remate vistoso e arqueado.
A equipa da casa queria discutir a passagem, vender cara a Taça e desfazer a desvantagem, e logo depois numa bola pelo ar, onde Salin se deixou antecipar, valeu um corte antes de a bola entrar. A contenda estava disputada, ninguém queria perder e subia a parada, Raphinha foi lançado numa arrancada, e travado fisicamente dentro da grande área, considerando a equipa de arbitragem que não era nada.
Bola para trás e para a frente, e eis que de repente numa saída controlada, Coates levantou a bola para o outro lado e na passada Bruno Fernandes correspondeu com novo chapéu por cima do único homem que pela frente lhe restava, dois toques e mais um estrago nos feirantes de bancada.
Mas onde antes não havia intensidade ou gente empurrada, viu o árbitro Petrovic fazer uma falta muito exagerada, e marcou penalti à descarada, antes que a Feira fosse pela ventania levada, numa estrondosa e inolvidável goleada. E de grande penalidade foi a redução regateada, Salin acertou no lado mas não na bola rematada.
Parada e resposta, houve quem começasse na aposta, será que a igualdade ainda iria ser reposta, a resposta veio na 2.ª metade, mas quase que se desfazia essa possibilidade ainda antes do intervalo, Acuña batia os cantos e cruzava que era um regalo, Bruno Fernandes e Petrovic apareciam a cabecear a prová-lo, primeiro só com uma defesa por instinto a evitá-lo, depois batendo o remate no opositor a atravessá-lo, e já ao cair do pano, Mathieu bateu o livre directo mas Brígido foi buscá-lo.
O 2.º tempo começou muito lento, mais cauteloso defensivamente quer o conjunto da casa quer o visitante, mas foi-se desenvolvendo, e Mathieu voltou a aparecer em pleno, num contra-ataque perigoso e cheio de veneno, de três para um, e foi vê-lo deslizar pelo terreno, um carrinho que mais parecia um trenó, anulando o ataque e desfazendo-o, um corte tão soberbo que até deu dó, e na recarga lá o Feirense rematou, e por cima da baliza o perigo passou.
De livre directo Bruno Fernandes também tentou, mas o guarda-redes local engatou, e como Bas Dost tombou porque alguém veio por trás e o agarrou, como quem atraca o rapaz que o sabonente apanhou, entendeu o juiz que a intensidade estava lá, e vai daí toma lá dá cá, o Holandês Voador chegou-se à frente e com mais um prego tirou o quadro negro e repôs o branco na parede, uma margem confortável e o ascendente.
Os mercadores mostravam-se mais resignados, tentavam mas normalmente eram rechaçados, e começou a haver ainda mais espaço mal tapado, as barracas abanavam e as tendas rebolavam no relvado, Diaby queria virar-se para o simples e deixar o complicado e numa combinação onde Bruno Fernandes o desmarcou, praticamente isolado, não conseguiu bater Brígido que lhe saiu manchado, e num ressalto às três tabelas quase acontecia um golo inesperado. O mais engraçado é que foi praticamente assim que Miguel Luís, decorridos apenas dois minutos, e depois de ter tabelado com Diaby, talvez por ele contaminado, em mais uma triangulação pelo mesmo lado, fez um remate, defendido, e depois involuntariamente desviado. Estava feito o resultado mais desnivelado, e não mais alterado. Ainda tentaram os locais com um toldo à medida mas desmesurado tapar o fosso cavado, mas Salin estava atento, recuou um bocado e segurou a prenda que Vítor Bruno lhe tinha enviado.
Jovane Cabral, no arraial recém-entrado, mostrou que vindo do banco é um tratado, e só não fez um grande estrago porque o poste devolveu o recado, a Diaby que estava mesmo ali especado, e sem ninguém pela frente, de pé esquerdo e de primeira, fez uma asneira e falhou um golo cantado. Petrovic foi novamente por Acuña solicitado, um cruzamento recuado e um cabeceamento colocado, mas Brígido voava e impedia que o Feirense fosse arrasado.
O Novo Sporting estava mais que apurado, respirava vitalidade e não se mostrava saciado, queria mais e mais era procurado, mas demasiada ineficácia e um guardião da feira inspirado impediram que o desnível fosse aumentado, e era Valência, outro suplente utilizado, que arrancava e procurava o contra-golpe de equipamento azulado, a fim de reduzir a inflação no resultado. Brígido ainda impediu que Bruno Gaspar, substituto de um Ristovski recuperado, chegado à linha tivesse facturado, fazendo-lhe a mancha com habilidade, e a seguir foi Bas Dost que desperdiçou após Jovane lhe endossar um cruzamento açucarado, ao 2.º poste e um pouco atrasado.
Salin pouco mais fez que defesas fáceis e saídas inábeis, uma bem e duas em falso, depois de voltar do cadafalso, onde ainda se encontra Viviano, também guarda-redes e não carregador de piano, sem direito a precária nem fim-de-semana, algures na solitária das masmorras ou penitenciária de um qualquer divergente plano, onde a união causa urticária mas é um chavão apregoado por ser bacano, não praticado tal como um católico não praticante que é protestante ou anglicano.

⚠️Está definida a primeira meia-final da 🏆Taça da Liga (Final Four em Braga):
➡️SC Braga x Sporting
➡️Benfica x FCPorto/Chaves/Varzim
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🦁Sporting chega à Final Four da 🏆Taça da Liga pela 2.ª época consecutiva (Campeão de Inverno em título).

⚠️Depois das quatro meias finais consecutivas na prova (nas primeiras edições), este é o melhor registo dos últimos 8 anos.
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🇳🇱Marcel Keizer termina 2018 com saldo bastante positivo no 🦁Sporting (9 jogos):
🔸8 vitórias
🔸1 derrota
🔸34 golos marcados
🔸10 golos sofridos
🔸+24 diferença de golos
🔸78% de vitórias com goleada (7 em 9)
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A Última Profecia (?)

Só os Pategos querem a Guerra

Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...

Mais Manás