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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Tondela Effect

Não sei que invenção do Silas foi aquela, também a sensação de ser mais uma esparrela, depois do que lá fizeram o ano passado - a sequela, por muito desconfiado a verdade é que era uma equipa fatela, daquelas que custaram uma mísera bagatela, que costumam andar pelo fim da tabela, que mais época menos época se desfarela.
O Novo Sporting revelou-se igual mistela, lambuzou-se quem lhe soube a Nutella, outros provaram que só tinha uma estrela, alguém sabe onde será que anda ela? Só de saber que Ilori ia começar (e tentar) defender... que Miguel Luís ia jogar (e tremer)... será que vale a pena prová-la, vê-la?
De tão arrumadinhos tacticamente, os adversários só tinham de se colocar à frente, era tão fácil como aplicar unguento, lento e previsível qualquer movimento, o jogo arrastava-se vagarosamente, como se os jogadores fossem atados psicologicamente.
Ao petiz deu-lhe o treinador trela, que rematasse quando desse, só naquela, e à meia-hora finalizou uma jogada bela, Bolasie na direita desmarcou Ristovski, que o assistiu na grande-área pelo chão, ele encheu o pé em excelente posição, e rematou por cima, na primeira e propícia ocasião. Podia ser só azar, podia ser uma maldição, o que não tem remédio pode ter solução? Os artistas da direcção dizem que sim, os cientistas do ludopédio dizem que não. Voltou a tentar passados dez minutos, se não acertou na primeira instância, quereria marcar de meia-distância? Havia espaço e apoio para a progressão, ai estes putos...
Já nos descontos uma entrada de pitons de Filipe Ferreira, que atingiu Doumbia de forma rasteira, fez Fábio Veríssimo ir com a mão à algibeira, puxar a cartolina vermelha à primeira, depois o VAR atentíssimo disse-lhe que a punição era foleira, ele foi ver ao ecrã e também lhe pareceu grosseira, a decisão e não tanto a abordagem ceifeira, e então a revogou e sacou da amarela, derradeira, talvez para combinar melhor com a cor da camisola caseira. Um critério disciplinar tão peculiar que deve ter sido brincadeira, um mistério por explicar nomear este árbitro, boicotado pelo magistério do Vieira .
A 2.ª parte também andou de arrastadeira, e como nada mudasse, e Cláudio Ramos só se aplicasse quando a bola passava a barreira, em dois livres directos do Bruno de carreira, foi aos arames Silas e trocou de betoneira, tirou o Luiz da frente e lançou o Jesé Merengue, logo a seguir trocou os médios-centro, Doumbia fora e Eduardo lá para dentro, e nos últimos 15 minutos entrou Camacho por Bolasie, mas nada se alterou até perto do fim.
Após uma tremideira de Ilori, num livre batido pelo Pepelu que nem assisti, mas me fez pensar por que não desisti, com os festejos do Tondela me surpreendi, vi-os correr e fazer um chinfrim, sem ver soube que foi ali e assim, que Bruno Wilson se elevou atrás do Ristovski ao 2.º poste, cabeceou em arco para o lado oposto, e mais uma vez tudo ficou exposto, Renan impotente e também frouxo, Silas acabrunhado e murcho, o Presidente-tribuno com cara de mocho, tão assustado como um gatuno a quem roubaram o estojo.
Dizem os doutores de giro que lutaram como treinaram no dojo, eu que sinto as dores e suspiro digo jogaram que meteram nojo - e levaram derrota no bucho, como um sabujo sujo que anda de rojo.

⏰ INTERVALO | Tondela 0 – 0 Sporting

1ª parte “morna”, com a particularidade dos “leões” não terem somado qualquer remate enquadrado 🎯

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🇵🇹 FINAL | Tondela 🆚 Sporting

🦁 tombam frente a "auriverdes" que já não vencem há 3 jogos na Liga. Os da casa somam a 1ª vitória caseira na prova ⬆️

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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Os dias do fim

Na passada (e mal-fadada) quinta-feira, desgraçada que começa a ser rotineira, na aguardada primeira ronda da Taça (e derradeira), foi um Novo Sporting sem raça (e Miguel Luís com a braçadeira) ao estádio do FC Alverca, e o que se amanhou não foi uma grande perca, se alguém pescou algo não foi Silas, o careca, aquilo foi sim uma enorme perda, faz 70 anos que não acontecia, eliminação perante equipa da 3.ª divisão com categoria, pode-se mesmo dizer que foi uma pescaria de merda, houve sim festa bravia na lezíria, e na sequência a partida de uma lenda, pessoa maior que a vida, na pintura senhor da tela, no relvado a Gazela de Benguela, Rui Jordão uma figura discreta e reconhecida.
Com uma entrada confiante digna de tomba-gigante, como fazem os touros ribatejanos a montante, perturbou e agitou a equipa visitante, a defesa nova nervosa e titubeante, ainda assim a que primeiro rematou à tangente, com Luiz Phellype a finalizar mal mas elegante, ou o remate cruzado ao lado de Borja distante, culminando na defesa em voo de Bravim a remate de Vietto.
Porém os esforços do Sporting ficaram sempre aquém, talvez por haver forças inimagináveis mais além, os deuses voltaram a demonstrar o seu desdém, e à primeira oportunidade fizeram do Leão refém, Apolinário o destinatário do seu bem, benesse que aproveitou, não só mas também.
Bravim defendeu o que foi preciso, nunca passando o perigo de aviso; Maximiano fez uma defesa de improviso, a um remate poderoso de bicicleta, num lance de bola parada made in Alverca, futebol espectáculo colectivo, valeram os reflexos do atleta e a bola lhe ter saído directa.
Silas, o profeta, que quer fazer homens dos putos reguilas e evita conversas da treta, passou a primeira parte constrangido, sentadinho e encolhido com ar tímido, talvez com pavor do próprio onze escolhido, lá se lembrou do Bruno, o convencido, e retirou Eduardo que andava perdido, deixando Doumbia, talvez esquecido, tudo isto ao intervalo, talvez estivesse ainda a (con)temporizá-lo.
Enquanto Bruno orelhudo aquecia, Vietto arrefecia e perdia a pontaria, rematando ao lado da baliza, o conjunto da casa continuava afoito, e não foi preciso esperar muito, nem 10 minutos e uma abébia permitiu-lhes um canto, mal aliviado pela defesa ao primeiro poste, e se não estava lá Renan para queimá-lo, estava Luan no centro da área a finalizá-lo - e a partir daí já foste.
O Bruno raçudo acertou na barra de livre directo, e Max evitou na resposta mais uma batata de bola parada lá dentro. Jesé pançudo jogou sem garra e não passou no crivo, entrando Acuña e Bolasie por Borja para a última meia-hora, no tudo por tudo. Mas mais uma vez, tal como na metade anterior, Bravim impediu o argentino de marcar, e ainda foi o Alverca o último a ameaçar, com Max a conseguir evitar o pior - se houvesse 3.º tempo, será que se ia ficar?
À saída, como se fosse uma cortesã convencida, veio o presidente de fugida só para não dizerem que andava desaparecida, e lá entrou na viatura depois de lhe despirem a gabardina, que a viagem para Lisboa era dura e comprida. Silas, impedido de ir às conferências e entrevistas oficiais, veio cá fora dar a cara aos canais, mas só por motivos excepcionais, ou se o Sporting ganhasse haveria ânsias tais?
Se o tempo não está para aventuras, perguntem então a Varandas que anda a brincar às estruturas - a quantas andas, quanto tempo ainda achas que duras? Envergonhados deixas-nos tu, que só nos brindas com lamúrias, enquanto nos privas com tais penúrias. Venha rápido o fim, a cessação das tuas incúrias. Queres ganhar mais pilim? Vai roubar para as Astúrias!

sábado, 5 de outubro de 2019

Os espinhos das rosas de Linz

Da Áustria veio o segundo adversário do Sporting na Liga Europa, pátria esteio do fecundo e bovinário Red Bull Salzburg e resto da tropa, começando na equipa que deixou Alvalade em polvorosa, ninguém esperaria que viesse vestida de cor-de-rosa, muito menos suporia que fosse instruída em tanta prosa, valeu no final do dia que lhe faltou poesia, o LASK de Linz bateu-se mas minguou de categoria.
Tudo começou a descarrilar pelo meio, uma jogada que o atravessou a furar sem freio, Frieser fintou Coates e pontapeou ligeiro, pensando que sairia bojardo caiu Renan para um lado, saindo para o outro um remate rasteiro, acabou por defendê-lo porque deixou lá o pé direito, e na recarga antecipou-se o austríaco ao uruguaio, mas aos seus pés caiu e fez tackle o goleiro, debelando um problema que seria o primeiro, pois bateriam na mesma tecla quase o jogo inteiro.
Nos intervalos do sufoco (im)pressionante, os verde-e-brancos avançavam esporadicamente, aos solavancos jogavam intermitentemente, e finalizavam de forma deficiente, deixando-os descansados e aliviados sempre, para voltarem a imperar ofensivamente.
Passou-se um quarto de hora até ao golo dos de fora, no flanco esquerdo da defesa Mathieu enviou mal a remessa para Acuña, que se deixou antecipar como a pastar uma vicunha, a bola seguiu para Raguz na zona exposta pelo francês, o algoz entrou na área e fez do Doumbia freguês, enquandrou-se no centro e preparou o remate com o pé esquerdo, que saiu potente com Renan atirando-se impotente.
Não se pensou na altura que o pior já tinha sido, o que se passou na conjuntura foi de deixar o público estarrecido, quem pensou numa conjectura deu o jogo por perdido, a dúvida era se seria só por aquele golo sofrido, e arrastou-se lentamente até ao intervalo, provavelmente foi à retrete aliviá-lo, e voltou quando o jogo foi restabelecido. O 2.º tempo começou como o anterior tinha abrido, o LASK com fulgor florindo e o Sporting desarticulado e tímido.
Não se adaptando à função defensiva atribuída, Neto foi ficando para a inclusão ofensiva de Vietto, cuja produção efectiva foi diminuída, implicando a acção de fazer recuar Miguel Luís, acabando a substituição por mexer e alterar a matriz, com dois centrais e nenhum lateral de raíz.
O momento mais feliz surgiu antes dos quinze minutos, o alinhamento do Linz permitiu um dos quatro cantos, quem o bateu na direita foi Bruno Fernandes, direitinho para a cabeça de Luiz, que nem teve de saltar para marcar como quis.
Mas o segredo foi a entrada de Eduardo, foi ele que logo surgiu ao segundo poste num livre bombeado, e obrigou o guarda-redes Schlager, primo afastado do Schwarzenegger, a não arriscar e interceptar para esse canto.
Nem cinco minutos depois Renan chutou um dos seus balões, caiu na zona de Bolasie disputado aos repelões, Luiz surgiu atrasado e serviu-lhe de apoio, recolheu a bola e viu desmarcar-se o menino d'oiro, devolvendo-lhe a assistência no golo antecessor, permitindo-lhe com eficiência revirar o marcador, num remate cruzado rasteiro e definidor.
Nem por isso ficou o desafio controlado, o Linz não se mostrou resignado, certamente revoltado talvez estivesse indignado, quem não marca sofre - é assim e é tramado, e até ao fim foi o mais inconformado. Cristian Alexis Borja rendeu Marcos Acuña rebentado, Renan Ribeiro voou num remate forte e atravessado, porém o lance derradeiro foi desperdiçado pelo avançado-centro, isolado pelo capitão com um passe lateral para dentro, num contra-ataque rápido numericamente desigual, finalizado à entrada da grande-área fatal, Schlager deteve o remate no frente-a-frente final.
O Sporting foi dominado por um espinhoso roseiral, algo que em Alvalade se vai tornando habitual.

⏰ INTERVALO | 🇵🇹 Sporting 0 – 1 LASK 🇦🇹

🦁 surpreendidos na 1ª parte por austríacos com mais "pedalada"
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⚽ FINAL | 🇵🇹 Sporting 🆚 LASK 🇦🇹

🦁 aproveitaram da melhor forma as oportunidades criadas, frente a austríacos muito produtivos
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⏰Apito final: SCP 2-1 LASK

🇵🇹Jorge Silas após quatro dias de 🦁Sporting: 2 vitórias em 2 jogos (2 golos de Bruno Fernandes e 1 Luiz Phellype).

⏪São as duas primeiras vitórias do técnico português em 2019/20 que começou a época no Belenenses SAD (2E, 3D)
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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

O dia que Alvalade parou

Tal como no Mortal Kombat existe a finalização por Fatality, no quintal de Alvalade houve nesta ocasião Famalicity, reviravolta do líder completamente lícita, cientistas do futebol dizem que a diferença é explícita, o candidato ao título continua equipa invicta, como o 5.º classificado, que é o Boavista, a 6 pontos da liderança, menos 2 que o Sporting dista.
Leonel, o treinador, mais parecido com o Ruca que o anterior, com um plantel disponível aterrador, montou um meio-campo sofrível e arrasador, com Battaglia regressado no tractor, Doumbia atabalhoado a interior, Miguel Luís a fazer como quis, e o Wendel a comandar, o petiz, e lá na frente um Vietto meio carente e um Bolasie infeliz. O quarteto defensivo, que me deixa apreensivo por norma e mal disposto, foi composto por Acuña intempestivo, Mathieu contemplativo, Coates aflitivo e o Rosier meio combativo, fora de forma.
O adversário percebeu e pareceu constrangido, começou cauteloso e algo inibido, com medo que o Leão de Pontes fosse atrevido. Mas foi-se soltando até ao erro fatal cometido, Lionn quis atrasar e permitiu a Vietto um pontapé assistido, nada tímido, que Defendi mal a viu e o barrote ficou tremido, nada mais a fazer por quem foi batido, o remate foi perfeitamente desferido.
Foi Renan quem travou alguns remates, defendendo como se a bola estivesse ardendo e evitando empates, pelo menos até ao final da 1.ª das partes.
A outra começou tranquilamente, e enquanto o ímpeto ia arrefecendo foi o Famalicão crescendo gradualmente, passando a atacar quase compulsivamente, com o futebol do Sporting previsível e lento, e tantas vezes foram lá à frente, em transições rápidas de repente, que acabaram por pregar toda a gente, parecendo Alvalade intermitente, a ver Centelles em slalom potente, a assistir Lameiras ao centro, perante Mathieu a colocá-la lá dentro, o mundo parou por um momento, tinha regressado o terrível tormento, aquele que parecera ausente. Só uma equipa ia desenvolvendo alento.
Até ao final pouco mais que a assobiadela monumental ao abominável treinador por tirar Vietto para pôr Cabral, que ainda ia conquistando um penalti mas arrancou de posição ilegal, e os cânticos de amor dedicados ao Presidente do Sporting Clube de Portugal, tudo coroado com o auto-golo de Coates, em mais um dos seus desesperados cortes. Um dia cada vez mais normal, só para os rijos e fortes. Desabitue-se já do vício, desista antes que haja mortes!
Notícia não é um homem morder o cão no canil ou em casa, notícia é o cão de família ir ao covil comer o leão na brasa. Mais difícil é relatar a situação, dá pena e faz confusão, é constrangedor e provoca aflição, torna-se uma estranha sensação, situacionista(s) lá saberão.
Quando o árbitro apitou para o fim, na tribuna deu o sumiço Rogério Papalvos, de certo tinha compromissos e não pôde adiá-los, foi-se em frenesim sem cumprimentá-los. Crises? Agora não há crises, só semi, agora há o Dr. Marquises, só para si.

⏰ INTERVALO | Sporting 1 – 0 Famalicão

+ disparos leoninos
+ pontaria famalicense no remate
1 golaço de Vietto a fazer a diferença, finda uma bela 1ª parte em Alvalade

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🇵🇹 FINAL | Sporting 🆚 Famalicão

"Fama" mostra em Alvalade, e com reviravolta, que o arranque de Liga não foi a brincar 💪

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Sporting termina a 6.ª jornada a 8 pontos do líder FC Famalicão e a 7 dos principais rivais FC Porto e Benfica

⚠Maiores diferenças pontuais do Sporting à 6.ª jornada:
10 pts: 2010/11
8 pts: 2009/10
8 pts: 2012/13
➡8 pts: 2019/20
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A Última Profecia (?)

Só os Pategos querem a Guerra

Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...

Mais Manás