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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
O Senhor dos Pastéis
Super-Paulinho voltou a marcar, como não chegou um teve de bisar, e desta vez acabou por contar! Vão-se os dedos e com eles os anéis, mas graças a Deus está cá o rei dos narguilés, conhecido pelas passas e temido como o Senhor dos Pastéis, que chegou e pegou de estaca como Bruce Lee na matraca, não no Dragão mas no Leão ataca, capaz de fazer disparar em qualquer lado os decibéis, avançado com cabeça e que tropeça bem com os dois pés, polivalente que cumpre sempre na frente e nos vários papéis, coqueluche cobiçada em vastos e temerários plantéis, estava no Braga e chamavam-lhe mouro de trabalho em Guimarães - e, ç@%@£#ø!, agredido constantemente por apóstatas e infiéis! A inveja tem que se lhe diga, e só falam da habilidade com a xixa para desdenhar a raça e a vontade do patrão da Taça da Liga.
sexta-feira, 27 de setembro de 2019
Pontes do Rio Kai
Tendo a caravana de Alvalade parado para ver o Famalicão passar, e a varanda Sua Sumidade abandonado por contestação de sócios a ladrar, esperava-se no seguinte jogo em casa ver as coisas melhorar, pelo menos quem paga a presença e as vê piorar, outros há com alguma doença que deve fazê-los delirar, cada um tem a sua crença e se ajoelhou, vai ter que rezar.
Se pensa que é moleza combater os Taliban, só porque havia napalm e agente laranja no Vietnam, desengane-se que é mortal comer uma canja em terra afegã, os mujahidin estão sempre à espreita seja de noite ou de manhã. Quem sobreviveu nas ruas de Kandahar, enrijeceu e está preparado para por cá andar.
Recepção repetida ao Rio Ave mas para a Taça da Liga, competição recém-vencida pela segunda vez consecutiva, apresentaram os treinadores uma equipa mais ou menos alternativa, com guarda-redes suplentes na baliza, Max escapando à objectiva na fotografia colectiva, Paulo Vítor aparecendo de forma activa. Carvalhal apenas manteve o capitão Tarantini no onze inicial, relativamente à visita de final de Agosto, Leonel optou por 4 titulares escolhidos por Marcel, mudou toda a defesa a seu gosto e em vez de Doumbia jogou Battaglia, e Jesé no lugar de Luiz Encosto.
Entrou a equipa da casa muito assertiva, não o suficiente para se adiantar na partida, a finalização surgia mas era inconclusiva, e quando acertava o guarda-redes defendia, pelo que o ataque leonino foi perdulário, algo que não se pode dizer do contrário, que foi lá uma vez após um erro ordinário.
Falha na ligação de Wendel com Rosier, passe interceptado por Ronan que arrancou à frente do lateral francês, perseguido por este mas em vão, entrou em ruptura na zona de finalização, com Ilori a atrasar-se na compensação, e fez um remate a meia altura cruzado, com Maximiano ao 1.º poste desfeiteado.
Instantes depois, num livre ganho por Acuña à entrada da grande-área, Bruno Fernandes rematou contra os figurantes da equipa adversária, com a bola desviando-se do guarda-redes e entrando retardatária.
Reposta a igualdade, não sei se a normalidade, e após um míssil de Bruno Fernandes defendido com dificuldade, surgiu nova contrariedade, Battaglia ressentiu-se e saiu, entrando Eduardo. Assim chegou ao fim a 1.ª metade.
O ascendente sportinguista não se reflectia no resultado, e o reatamento expôs à vista de quem assistia desarmado, os médios ofensivos não davam conta do recado, rematavam mas sem qualquer golo concretizado, que falta fazia um autêntico avançado, Jesé aprimorava-se no seu bailado, Wendel arrastava-se um bocado, com tal ataque era cada vez mais complicado, Luiz Phellype rendeu o brazuca e mais tarde Jovane Cabral o deslumbrado, entrou com a camisola de Plata equipado, talvez para alguém fazer a errata ou porque não tinha carta de federado.
Antes de mais esse episódio caricato, o segundo golo do Rio Ave foi um facto, um cruzamento bem feito, com cabeceamento de Carlos Mané no acto, entrado em campo a meio da 2.ª parte, a colocar para um primeiro remate, que foi travado por Max para zona frontal, deixando à mercê de Piazon o bombom final, a defesa totalmente prostrada.
Manuel Mota ainda deu 8 minutos de descontos, houve paragens de jogo em muitos momentos, mas não foram suficientes para tentar ganhar pontos, e assim terminou a tarefa de Pontes, caindo ao rio que Keizer caiu antes.
A conclusão disto tudo, depois do holandês Marcel despachado, o Leonel sisudo recambiado e Jorge Manuel "sem canudo" apresentado, na manhã seguinte no relvado do estádio, com José Pedro ao lado, por Frederico Varandas e o Hugo Viana calado, como se nada se tivesse passado, naturalmente que o careca é quem mais devia estar preocupado, mas o gadelhudo não pode também ficar descansado.
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Se pensa que é moleza combater os Taliban, só porque havia napalm e agente laranja no Vietnam, desengane-se que é mortal comer uma canja em terra afegã, os mujahidin estão sempre à espreita seja de noite ou de manhã. Quem sobreviveu nas ruas de Kandahar, enrijeceu e está preparado para por cá andar.
Recepção repetida ao Rio Ave mas para a Taça da Liga, competição recém-vencida pela segunda vez consecutiva, apresentaram os treinadores uma equipa mais ou menos alternativa, com guarda-redes suplentes na baliza, Max escapando à objectiva na fotografia colectiva, Paulo Vítor aparecendo de forma activa. Carvalhal apenas manteve o capitão Tarantini no onze inicial, relativamente à visita de final de Agosto, Leonel optou por 4 titulares escolhidos por Marcel, mudou toda a defesa a seu gosto e em vez de Doumbia jogou Battaglia, e Jesé no lugar de Luiz Encosto.
Entrou a equipa da casa muito assertiva, não o suficiente para se adiantar na partida, a finalização surgia mas era inconclusiva, e quando acertava o guarda-redes defendia, pelo que o ataque leonino foi perdulário, algo que não se pode dizer do contrário, que foi lá uma vez após um erro ordinário.
Falha na ligação de Wendel com Rosier, passe interceptado por Ronan que arrancou à frente do lateral francês, perseguido por este mas em vão, entrou em ruptura na zona de finalização, com Ilori a atrasar-se na compensação, e fez um remate a meia altura cruzado, com Maximiano ao 1.º poste desfeiteado.
Instantes depois, num livre ganho por Acuña à entrada da grande-área, Bruno Fernandes rematou contra os figurantes da equipa adversária, com a bola desviando-se do guarda-redes e entrando retardatária.
Reposta a igualdade, não sei se a normalidade, e após um míssil de Bruno Fernandes defendido com dificuldade, surgiu nova contrariedade, Battaglia ressentiu-se e saiu, entrando Eduardo. Assim chegou ao fim a 1.ª metade.
O ascendente sportinguista não se reflectia no resultado, e o reatamento expôs à vista de quem assistia desarmado, os médios ofensivos não davam conta do recado, rematavam mas sem qualquer golo concretizado, que falta fazia um autêntico avançado, Jesé aprimorava-se no seu bailado, Wendel arrastava-se um bocado, com tal ataque era cada vez mais complicado, Luiz Phellype rendeu o brazuca e mais tarde Jovane Cabral o deslumbrado, entrou com a camisola de Plata equipado, talvez para alguém fazer a errata ou porque não tinha carta de federado.
Antes de mais esse episódio caricato, o segundo golo do Rio Ave foi um facto, um cruzamento bem feito, com cabeceamento de Carlos Mané no acto, entrado em campo a meio da 2.ª parte, a colocar para um primeiro remate, que foi travado por Max para zona frontal, deixando à mercê de Piazon o bombom final, a defesa totalmente prostrada.
Manuel Mota ainda deu 8 minutos de descontos, houve paragens de jogo em muitos momentos, mas não foram suficientes para tentar ganhar pontos, e assim terminou a tarefa de Pontes, caindo ao rio que Keizer caiu antes.
A conclusão disto tudo, depois do holandês Marcel despachado, o Leonel sisudo recambiado e Jorge Manuel "sem canudo" apresentado, na manhã seguinte no relvado do estádio, com José Pedro ao lado, por Frederico Varandas e o Hugo Viana calado, como se nada se tivesse passado, naturalmente que o careca é quem mais devia estar preocupado, mas o gadelhudo não pode também ficar descansado.
Apito final: SCP 1-2 RAFC
Há 7 anos que o
Sporting não sofria três derrotas consecutivas, nessa temporada os leões terminaram o campeonato na 7.ª posição.
Apito final: SCP 1-2 RAFC
HISTÓRICO!!! O Rio Ave vence pela primeira vez dois jogos consecutivos em Alvalade.
Até Agosto 2019, os vilacondenses tinham duas vitórias em casa dos leões e em menos de um mês soma quatro.
Apito final: SCP 1-2 RAFC
HISTÓRICO!!! Em 90 anos de futebol é a primeira vez que o
Sporting tem uma % de derrotas (56%) tão elevada nos 9 primeiros jogos (2V-2E-5D)
| Apresentação do novo treinador do Sporting, Silas e seu treinador-adjunto José Pedro (2019.09.27) |
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quarta-feira, 19 de junho de 2019
Keizera (ou A Primavera de Keizer)
Dizem que a ERA KEIZER não é mito de blogosfera
Que já chegou e por aí anda sem ninguém estar dela à espera
Títulos pingam pois não é pé frio que dá pontapé na atmosfera
Que agora com pré-época só vai jogar quem for fera
Que a venda e compra de craques vai chegar à estratosfera...
Até agora saíram jogadores razoáveis a custo zero
Romain Salin, Bruno César, Nani e Montero no Inverno
Os que entraram eram medianos e custaram bom dinheiro
excepto o Ilori que é um a menos como se viu desde Janeiro
E há o Vietto que vale por três mas só se pagou meio...
As promessas da estrutura passam por ter fé em Keizero
Vender Bruno Fernandes e operar encaixe financeiro
Visto que a Liga dos Campeões foi a menor das ambições
E podem sair mais dois ou três que se facilita o regateio
E se o objectivo passa por segurar o terceiro
Para nas competições europeias não perder o poleiro
Mesmo que seja em divisões de nível mais foleiro
Não sei, perguntem a Miguel Cal, ele é que é o engenheiro
Liderança é coisa que a Varandas pouco excita
A não ser quando a coisa está tremida e mais aflita
É ver como a acudir adeptos na bancada se aplica
E saber que se deita cedo e de manhãzinha se exercita
Que ao menos no preço da GameBox se reflicta
Que sirva para aguentar a miserável comunicação desdita
Que permita superar a ausência de campeonatos maldita
E acessos milionários à Liga dos Campeões da pepita
Está assim solenemente aberta
(o princípio do fim d') a KEIZERA
qual primeiro-dia-do-resto-das-nossas-vidas
Tal como escreveu outrora o p(r)o(f)eta,
mas com "estranhas sensações" invertidas
e déjà vus de épocas já vencidas,
espécie de dia da marmota ou da toupeira.
mas com "estranhas sensações" invertidas
e déjà vus de épocas já vencidas,
espécie de dia da marmota ou da toupeira.
quarta-feira, 24 de abril de 2019
A réplica épica
Ouço para aí dizer que se o Novo Sporting no Jamor vencer esta época há-de ser da década a melhor, mas a demagogia mesmo com patine tem sempre o mesmo sabor, é só ponderar as coisas com um pouco de rigor, não é preciso ser estatístico nem usar o computador, e destrinçar a realidade da ladaínha do inventor.
Se o ano anterior a Taça da Liga foi igualmente vencida, se para a Champions League o Sporting esteve até ao fim na corrida, caindo para terceiro depois do jogo nos Barreiros, se na Liga Europa caiu nos quartos-de-final contra o Atlético, vencedor espanhol, e não antes com o penúltimo da La Liga, o Villarreal, a única diferença para melhor só poderá ser ganhar a Taça de Portugal.
E ainda me lembro que o Sporting jogou na Liga dos Campeões, eliminando o Steaua apesar de todas as premonições, e desde o princípio houve maus agoiros e traições, que culminaram no festival de contradições propício a tumultos e destituições, golpadas e agitações, para gaúdio de alguns e com perda de muitos milhões.
Assim, sem a Taça, vai perder com a anterior por simples comparação. Ou ser uma cópia com alguma degradação. Por muito que adornem a actual situação, e tenham desdenhado a anterior direcção.
Com a Taça na mão, será a mesma que o Dr. Marquises, o responsável pela épica semana de preparação, com estágios secretos e muita discrição, deixou escapar para o Desportivo das Aves, o vencedor na anterior ocasião.
Se o ano anterior a Taça da Liga foi igualmente vencida, se para a Champions League o Sporting esteve até ao fim na corrida, caindo para terceiro depois do jogo nos Barreiros, se na Liga Europa caiu nos quartos-de-final contra o Atlético, vencedor espanhol, e não antes com o penúltimo da La Liga, o Villarreal, a única diferença para melhor só poderá ser ganhar a Taça de Portugal.
E ainda me lembro que o Sporting jogou na Liga dos Campeões, eliminando o Steaua apesar de todas as premonições, e desde o princípio houve maus agoiros e traições, que culminaram no festival de contradições propício a tumultos e destituições, golpadas e agitações, para gaúdio de alguns e com perda de muitos milhões.
Assim, sem a Taça, vai perder com a anterior por simples comparação. Ou ser uma cópia com alguma degradação. Por muito que adornem a actual situação, e tenham desdenhado a anterior direcção.
Com a Taça na mão, será a mesma que o Dr. Marquises, o responsável pela épica semana de preparação, com estágios secretos e muita discrição, deixou escapar para o Desportivo das Aves, o vencedor na anterior ocasião.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
Dupla Infernal
Agora que Keizer conquistou o seu primeiro troféu, a Taça da Carica que lhe caiu do céu, contra tudo e contra todos, até Peseiro que o antecedeu, que derrotado pelo Estoril em casa quase a perdeu, sofrendo golos a rodos, não deixa de ser verdade que o troféu também é dele, mas foi preciso vir K0 para P0 ganhar aquele, e ao mesmo tempo igualar todo o palmarés seu.
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
O significado do nome Renan
Depois dos sacrifícios de André Pinto e Petrovic, e dos heróis dos suplícios até ao fim do despique, que não deixaram Rei-Nan na aflição, na hora em que mais foi precisa superação, a fim de alcançarem juntos a recuperação, deixo-vos com uma pequena realização, que explica o significado do nome em questão.
#reinan #sejamigos
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
Crónicas de Rei-Nan - Mate ao Papa Dragão II
Quando iniciou o desafio de novo, um clássico que entretia mais que um povo, a omelete de Marcelo, o sem-cabelo já não continha o Ovo, e Jefferson assumiu o seu lugar, talvez porque o pavio curto do argentino pudesse queimar, e a equipa perder mais do que o lateral esquerdino titular.
Houve logo um momento de impacto, André Pinto continuava envolvido com o maliano chato, disputando bolas no corpo-a-corpo e no acto, um forte contacto na cana do nariz, ficando a sangrar o infeliz, e bastante combalido no momento, mas recuperando ligeiramente ganhou alento, e voltou a entrar, e enquanto pôde foi combatendo, por pouco tempo, pois passados uns minutos sentou-se e pediu a entrada do suplente, entrando Petrovic que já tinha feito aquecimento.
Era sempre mais fácil a João Pinheiro ser intolerante com o Leão e complacente com o clube nortenho, bastou ao brasileiro recém-entrado tentar um corte certeiro sobre Militão, que este viu logo motivo para um livre à entrada da área de Renan, que até foi bem cobrado por Corona, mas Ristovski mais uma vez cortou metendo a mona.
Em menos de dez minutos, mais um choque de cocorutos a causar os mesmos danos, Petrovic envolveu-se com André Pereira numa bola áerea, saltou mais alto mas acertou na cabeça alheia, e a cana do seu nariz ficou torta e vermelha, sangrando tanto que demorou a estancar a hemorragia. A maldição do septo nasal quebrado revelava-se e o Sporting parecia assombrado, começavam os cépticos a pensar que aquilo estava embruxado, que o ceptro Invernal ia ser desviado, que tanto nariz partido podia ser coisa do diabo, que aquilo era uma maré de mau fado, ou um lamiré de mau olhado, mas foi aí que o sérvio se ergueu, ainda meio afectado, mas com um semblante sério e compenetrado, virou-se para o banco e pediu um equipamento lavado, com Paulinho a dar conta do recado - era para trocar a camisola e voltar à peleja no relvado, e dar o que conseguisse até o árbitro dar o jogo como acabado, ou cair para o lado.
Os verde-e-brancos ressentiram-se com as lesões, a equipa parou e galvanizaram-se os dragões, sentindo as más sensações e o sofrimento dos leões, e carregaram sobre eles, com Coates fundamental a travar várias ocasiões, fazendo dobras e derivações, indo às sobras e às compensações, e iam ganhando cantos os morcões. Numa dessas ocasiões, Felipe subiu alto na grande-área ultrapassando as marcações, cabeceou picado para a linha de golo onde Renan topou-o, felino atirou-se e tapou antes de cair no solo, passando a bola por cima da coxa de Herrera, que estava ao 2.º poste sozinho à espera, falhando uma recarga promissora.
Corona era o elemento mais activo na direita do ataque, sempre à espreita a desgastar fosse qual fosse o lateral, e deixando o brasileiro com um olho para cada lado ajoelhado, cruzou com verve mas apanhou Petrovic atravessado, que impôs a lei do Leão magoado, e cortou mais um lance que não serve. Sérgio, o Conceição, almocreve coimbrão e homem de acção, trocou André Pereira por Fernando Andrade, a mais recente contratação portista para o ataque, vindo do Santa Clara.
A equipa leonina foi lentamente conseguindo reerguer-se, mas o jogo estava ainda emperrado, e foi assim que foi interceptado um passe de Ristovski para um Raphinha parado, que teve de fazer uma recuperação e um corte arriscado, falhando-o e pela falta sendo amarelado. Do livre resultou mais uma bola bombeada para a zona de ninguém, mas desta vez estava lá tanta gente que Bas Dost se antecipou ao Rei, cortando de cabeça para canto quando este tinha os punhos preparados e o espaço ganho.
Radosav Petrovic continuava muito activo como central de improviso, e depois de aliviar mais uma bola, foi Óliver que entrou de sola sobre Raphinha, levando com uma cartolina amarelinha.
Corona continuava dinâmico, mas entusiasmou-se tanto que ao flectir para dentro e rematar à baliza, acertou na direcção para onde dizem que ia Raphinha antes do intervalo, quando Felipe não teve outro remédio se não abalroá-lo. Brahimi serpenteava pela esquerda, mas ou avançava demasiado lesto, ou media mal a distância, ou não lhe interpretavam bem o gesto, ficando os avançados na ignorância.
Coates fez dois desarmes consecutivos do lado direito, repelindo Fernando Andrade sujeito, desarmando um cruzamento e anulando qualquer trejeito. Mais equilibrado e menos escorreito, preso pelo equilíbrio e pela falta de jeito, o jogo nos minutos seguintes foi estreito de horizontes, e bolas perdidas foram aos montes, até que numa jogada de insistência, mal resolvida devido à falta de paciência e alguma ciência, e à inexistência de organização, antes vivendo do repelão, surgiu o golo inaugural a onze minutos dos noventa, com o mexicano que fez uma cirurgia plástica porque tinha uma cara tão horrenda que não se aguenta, a fazer um movimento de fora para dentro pela esquerda, rematando à figura mas de uma forma tão tremenda que batendo a bola à frente de Renan, este bloqueou o remate com o tronco mas não conseguiu abraçá-la, e esta ficou à mercê de Marega e de Fernando, sôfregos a tentar aproveitá-la, conseguindo o segundo à segunda colocá-la.
Parecia que novo golpe do destino nos sobrepujava, se alguém não merecia aquilo era o último que falhava, mas falhou, e agora estava-se a acabar o jogo, dez minutos para dar a volta a tudo, era preciso mais que nunca um Leão raçudo, e um Keizer que quisesse algum estatuto, e este lançou Diaby tirando Gudelj de imediato, sabendo a equipa que agora havia que obter um golo, com intenção e, consequentemente, dolo.
Imediatamente na resposta Bruno Fernandes soltou Nani na esquerda, que fintou com um pouco mais de pressa e cruzou ao fundo para Bas Dost, que adiantado ainda se projectou para trás com destreza para ver se conseguia cabecear à baliza, mas saiu muito ao lado e sem força. Entenderam os papistas reter o jogo enquanto podiam, Brahimi fazendo gestos e apelando à calma, mal sabendo ele quem lhe ia dar com a alma. Petrovic continuava em acção, chateou-se com uma arbitrária decisão e protestou com irritação, sendo punido pelo árbitro que apelou à razão.
O Sporting não desistiu, procurou com o tempo a fugir o momento certo para rugir, e a bola era colocada à esquerda, para os elementos mais frescos, com Jefferson a sacar um cruzamento tão puxado que quase deixava Vaná desfeiteado, mas o guarda-redes sob a barra foi tirá-lo para canto.
Na sequência da leonina resistência, lutando contra o destino sem complacência, buscando recuperar a essência da sorte perdida, numa bola que pingava na área a que a defesa portista foi remetida, foi Diaby que fez pela vida, intrometendo-se entre a bola e a patada que Óliver lhe dirigia, mesmo à frente de João Pinheiro, que se assustou tanto que nem a via, não fosse a dupla de vídeo-árbitros de vigília, a corrigir aquilo que mais parecia uma homilia.
Bas Dost voltou a converter uma grande-penalidade, repondo a igualdade no marcador, depois de ter falhado uma no desempate anterior.
E se não fosse Vaná, nervoso pela responsabilidade e sem o carisma de Renan, tinha sido Raphinha a fazer o mate, depois de Bruno Fernandes o servir com arte, cruzando a bola sobre a defesa toda até à sua entrada ao 2.º poste, defesa milagrosa que adiou uma derrota vã, e um canto sonegado, transformado em pontapé de baliza, como quem chama tainha a um achigã, jogada que começou num lançamento lateral de Jefferson para a grande-área que Nani de cabeça disputou.
Até ao último sopro, o árbitro entendeu a martelo admoestar Bruno Fernandes e Renan a escopro, só porque perdeu alguns segundos, como se tivesse mais pressa agora que quando ganhavam os outros.
Já não interessava quem eram os mais rotos ou os mais afoitos, todos se intimidaram menos o rei deles todos, porque a profecia estava escrita desde à muito, e quando encararam Renan, na hora da verdade, nunca foram tão soltos, porque sabiam ser ele um talismã que os deixa tontos, um íman poderoso de pólo oposto. E assim estava Rei-Nan à espera deles - pronto(s)!
Houve logo um momento de impacto, André Pinto continuava envolvido com o maliano chato, disputando bolas no corpo-a-corpo e no acto, um forte contacto na cana do nariz, ficando a sangrar o infeliz, e bastante combalido no momento, mas recuperando ligeiramente ganhou alento, e voltou a entrar, e enquanto pôde foi combatendo, por pouco tempo, pois passados uns minutos sentou-se e pediu a entrada do suplente, entrando Petrovic que já tinha feito aquecimento.
Era sempre mais fácil a João Pinheiro ser intolerante com o Leão e complacente com o clube nortenho, bastou ao brasileiro recém-entrado tentar um corte certeiro sobre Militão, que este viu logo motivo para um livre à entrada da área de Renan, que até foi bem cobrado por Corona, mas Ristovski mais uma vez cortou metendo a mona.
Em menos de dez minutos, mais um choque de cocorutos a causar os mesmos danos, Petrovic envolveu-se com André Pereira numa bola áerea, saltou mais alto mas acertou na cabeça alheia, e a cana do seu nariz ficou torta e vermelha, sangrando tanto que demorou a estancar a hemorragia. A maldição do septo nasal quebrado revelava-se e o Sporting parecia assombrado, começavam os cépticos a pensar que aquilo estava embruxado, que o ceptro Invernal ia ser desviado, que tanto nariz partido podia ser coisa do diabo, que aquilo era uma maré de mau fado, ou um lamiré de mau olhado, mas foi aí que o sérvio se ergueu, ainda meio afectado, mas com um semblante sério e compenetrado, virou-se para o banco e pediu um equipamento lavado, com Paulinho a dar conta do recado - era para trocar a camisola e voltar à peleja no relvado, e dar o que conseguisse até o árbitro dar o jogo como acabado, ou cair para o lado.
Os verde-e-brancos ressentiram-se com as lesões, a equipa parou e galvanizaram-se os dragões, sentindo as más sensações e o sofrimento dos leões, e carregaram sobre eles, com Coates fundamental a travar várias ocasiões, fazendo dobras e derivações, indo às sobras e às compensações, e iam ganhando cantos os morcões. Numa dessas ocasiões, Felipe subiu alto na grande-área ultrapassando as marcações, cabeceou picado para a linha de golo onde Renan topou-o, felino atirou-se e tapou antes de cair no solo, passando a bola por cima da coxa de Herrera, que estava ao 2.º poste sozinho à espera, falhando uma recarga promissora.
Corona era o elemento mais activo na direita do ataque, sempre à espreita a desgastar fosse qual fosse o lateral, e deixando o brasileiro com um olho para cada lado ajoelhado, cruzou com verve mas apanhou Petrovic atravessado, que impôs a lei do Leão magoado, e cortou mais um lance que não serve. Sérgio, o Conceição, almocreve coimbrão e homem de acção, trocou André Pereira por Fernando Andrade, a mais recente contratação portista para o ataque, vindo do Santa Clara.
A equipa leonina foi lentamente conseguindo reerguer-se, mas o jogo estava ainda emperrado, e foi assim que foi interceptado um passe de Ristovski para um Raphinha parado, que teve de fazer uma recuperação e um corte arriscado, falhando-o e pela falta sendo amarelado. Do livre resultou mais uma bola bombeada para a zona de ninguém, mas desta vez estava lá tanta gente que Bas Dost se antecipou ao Rei, cortando de cabeça para canto quando este tinha os punhos preparados e o espaço ganho.
Radosav Petrovic continuava muito activo como central de improviso, e depois de aliviar mais uma bola, foi Óliver que entrou de sola sobre Raphinha, levando com uma cartolina amarelinha.
Corona continuava dinâmico, mas entusiasmou-se tanto que ao flectir para dentro e rematar à baliza, acertou na direcção para onde dizem que ia Raphinha antes do intervalo, quando Felipe não teve outro remédio se não abalroá-lo. Brahimi serpenteava pela esquerda, mas ou avançava demasiado lesto, ou media mal a distância, ou não lhe interpretavam bem o gesto, ficando os avançados na ignorância.
Coates fez dois desarmes consecutivos do lado direito, repelindo Fernando Andrade sujeito, desarmando um cruzamento e anulando qualquer trejeito. Mais equilibrado e menos escorreito, preso pelo equilíbrio e pela falta de jeito, o jogo nos minutos seguintes foi estreito de horizontes, e bolas perdidas foram aos montes, até que numa jogada de insistência, mal resolvida devido à falta de paciência e alguma ciência, e à inexistência de organização, antes vivendo do repelão, surgiu o golo inaugural a onze minutos dos noventa, com o mexicano que fez uma cirurgia plástica porque tinha uma cara tão horrenda que não se aguenta, a fazer um movimento de fora para dentro pela esquerda, rematando à figura mas de uma forma tão tremenda que batendo a bola à frente de Renan, este bloqueou o remate com o tronco mas não conseguiu abraçá-la, e esta ficou à mercê de Marega e de Fernando, sôfregos a tentar aproveitá-la, conseguindo o segundo à segunda colocá-la.
Parecia que novo golpe do destino nos sobrepujava, se alguém não merecia aquilo era o último que falhava, mas falhou, e agora estava-se a acabar o jogo, dez minutos para dar a volta a tudo, era preciso mais que nunca um Leão raçudo, e um Keizer que quisesse algum estatuto, e este lançou Diaby tirando Gudelj de imediato, sabendo a equipa que agora havia que obter um golo, com intenção e, consequentemente, dolo.
Imediatamente na resposta Bruno Fernandes soltou Nani na esquerda, que fintou com um pouco mais de pressa e cruzou ao fundo para Bas Dost, que adiantado ainda se projectou para trás com destreza para ver se conseguia cabecear à baliza, mas saiu muito ao lado e sem força. Entenderam os papistas reter o jogo enquanto podiam, Brahimi fazendo gestos e apelando à calma, mal sabendo ele quem lhe ia dar com a alma. Petrovic continuava em acção, chateou-se com uma arbitrária decisão e protestou com irritação, sendo punido pelo árbitro que apelou à razão.
O Sporting não desistiu, procurou com o tempo a fugir o momento certo para rugir, e a bola era colocada à esquerda, para os elementos mais frescos, com Jefferson a sacar um cruzamento tão puxado que quase deixava Vaná desfeiteado, mas o guarda-redes sob a barra foi tirá-lo para canto.
Na sequência da leonina resistência, lutando contra o destino sem complacência, buscando recuperar a essência da sorte perdida, numa bola que pingava na área a que a defesa portista foi remetida, foi Diaby que fez pela vida, intrometendo-se entre a bola e a patada que Óliver lhe dirigia, mesmo à frente de João Pinheiro, que se assustou tanto que nem a via, não fosse a dupla de vídeo-árbitros de vigília, a corrigir aquilo que mais parecia uma homilia.
Bas Dost voltou a converter uma grande-penalidade, repondo a igualdade no marcador, depois de ter falhado uma no desempate anterior.
E se não fosse Vaná, nervoso pela responsabilidade e sem o carisma de Renan, tinha sido Raphinha a fazer o mate, depois de Bruno Fernandes o servir com arte, cruzando a bola sobre a defesa toda até à sua entrada ao 2.º poste, defesa milagrosa que adiou uma derrota vã, e um canto sonegado, transformado em pontapé de baliza, como quem chama tainha a um achigã, jogada que começou num lançamento lateral de Jefferson para a grande-área que Nani de cabeça disputou.
Até ao último sopro, o árbitro entendeu a martelo admoestar Bruno Fernandes e Renan a escopro, só porque perdeu alguns segundos, como se tivesse mais pressa agora que quando ganhavam os outros.
Já não interessava quem eram os mais rotos ou os mais afoitos, todos se intimidaram menos o rei deles todos, porque a profecia estava escrita desde à muito, e quando encararam Renan, na hora da verdade, nunca foram tão soltos, porque sabiam ser ele um talismã que os deixa tontos, um íman poderoso de pólo oposto. E assim estava Rei-Nan à espera deles - pronto(s)!
FINAL DOS 90’ | Porto 1 – 1 Sporting
adiantaram-se a 10 minutos do fim mas Dost atirou o jogo para os penáltis de grande penalidade, já nos descontos#AllianzCup #TaçaDaLiga #FCPSCP #FCPorto #DiaDeSporting
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FINAL | Porto
Sporting
revalidam o título de vencedor da #TaçaDaLiga, e novamente nas grandes penalidades
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CRÓNICA | Já é um clássico... Sporting dos 11 metros! https://goo.gl/hZLKCm #AllianzCup #FCPorto #SportingCP
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Vitória nos pênaltis: "Eu acreditava desde o início do jogo e agora é comemorar."
Mensagem para Marcel Keizer: "Míster, parabéns para nós. Ajuda-nos bastante, é muito importante para o grupo. Estamos juntos".
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A Última Profecia (?)
Só os Pategos querem a Guerra
Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...
Mais Manás
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Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...
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Apito final: SCP 1-2 RAFC
Há 7 anos que o
Sporting não sofria três derrotas consecutivas, nessa temporada os leões terminaram o campeonato na 7.ª posição.
Até Agosto 2019, os vilacondenses tinham duas vitórias em casa dos leões e em menos de um mês soma quatro.


adiantaram-se a 10 minutos do fim mas Dost atirou o jogo para os penáltis de grande penalidade, já nos descontos
FINAL | Porto
Sporting 





