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sexta-feira, 17 de março de 2023

A salva do canhão gigante

Findada a 2.ª mão dos oitavos-de-final na Liga Europa, eliminada a formação do Arsenal apesar de dois empates em catadupa, e não foram duas vitórias por própria culpa, sendo que ambas as partes podem apresentar essa lamúria, apesar de se aceitar visto não ser uma qualquer eliminatória, antes em casa do primeiro classificado da Premier League, perante a equipe do Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, permanece o sonho de ainda poder ser campeão para a história.
Mais uma vez houve invasão dos adeptos visitantes, e os jogadores provaram não ser ineptos perante eles, agora sem o mítico Tiago Fernandes ao leme, que sem tanto brio conseguiu um empate crítico semelhante, sem conseguir permanecer em prova daí para a frente.
Mas foi aí, com a capacidade portante de Emanuel Ferro, que se começou a fincar pé em terreno do perro canhão gigante... agora é uma constante!
Desta vez fez-se valer Adán, que tirou três (pelo menos) do rectângulo, mais o penúltimo penalti do desempate, e pelo meio conseguiu ganhar duplamente na moeda ao ar, e escolher acertadamente em que baliza ia defender e quem ia primeiro executar, sendo que também acabou por ser o Sporting a finalizar, com Nuno Santos a fuzilar e a dirigir-se à bancada dos adeptos leoninos a festejar.
Se no jogo anterior em Alvalade tinha ficado um dissabor com a remontada incompleta, neste não houve tanta cambalhota mas voltou a faltar quem entregasse a encomenda, e um golo do Arsenal logo de prenda.
O momento alto chegou depois do intervalo, um chapéu de Pote do meio-campo que subiu ao céu, qual projéctil catapultado por um legionário de Pompeu, e quando desceu deu um lendário capote de regalo causando sobressalto, permitindo ultrapassar a aflição e o garrote, e dar o mote à equipa para tentar voltar de assalto ao pote. Mas tal não foi conseguido, mais uma vez a eficácia foi um dó sustenido, e o prolongamento intensamente sinuoso e sofrido, apesar da congruência do defendido e construído, porém com alguns erros de inexperiência consentidos que provocaram imensos perigos, mas não fizeram muitos danos pois Adán foi Protector e Protegido.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Emirados Secos Londrinos

Se a Margem Sul é um deserto urbano, que dizer dos Emirados Secos Londrinos, cheios de calor humano dos fervorosos adeptos leoninos?
O pior foi a equipa a jogar com bola do meio-campo para a frente, cinco passes consecutivos era pedir de mais àquela gente, mas agora é que está bom para o neo-exigente.
A abordagem realmente até foi diferente, e também o resultado, um empate contingente, porém o jogo ofensivo foi novamente decadente, se é que se pode chamar ataque aquele conjunto divergente de processos que não se entende. Pedia-se uma perspectiva de jogo mais abrangente.
Mas vamos por partes, que não se pode pedir mais ou chamam-nos alarves, veremos se se pode pedir para ganharem ao Chaves.
Desta vez não houve balística, remates só para a estatística, tal como em Alvalade, parecia que só havia uma equipa naquela cidade, era disparos de todo o lado, valeu que o alinhamento estava desalinhado, e quando foi preciso lá o Renan ou um defesa agarrou ou desviou para o lado. Mathieu acabou expulso depois de um passe atrasado transviado. Se a defesa ainda se safava com dificuldade, o ataque foi pior que desastrado, ao contrário dos adeptos mostrava-se engasgado, naquelas gargantas nenhum espinho estava (en)cravado, e apenas Diaby disparou contra um adversário na área plantado, que abafou com o tronco um possível míssil teleguiado, ou então não era e saía do emirado.
Parecia que naqueles Tamisas havia marés-vivas, uma torrente que obstruía quaisquer tentativas, uma barragem de fogo com incidências explosivas, que a qualquer momento podia causar consequências lesivas, o que vale é que se lesionaram 2 das potências mais activas, Welbeck e Lichtsteiner não são personagens facultativas, o Sporting mal conseguia manter as bases defensivas, as saídas viravam depressa becos de bolas perdidas, valeu quem escreveu o livro de bordo contra as expectativas, que desfasou o desfecho lógico das narrativas.
Mas dizem os entendidos, pelos menos não saíram perdidos, é verdade que um pouco combalidos, mas não voltam vencidos, só com um ou outro hematoma, contra uma equipa muito mandona. É verdade que pastaram lentamente com(o) uma vacarrona, mal conseguiram respirar entre cada amona, parecia que viviam dentro de uma redoma. não houve golos nem com a mão à Maradona, e quando é assim para quê rematar à baliza, antes um pontapé na cona, um chuto na atmosfera ou um shot em Ibiza.
Não me digam é que tentaram a vitória, isso é o mesmo que reescrever a história, ou o Dr. Verde alterar-me a memória, o mundo sabe que aqui não manda a Babilónia, agora esqueçam lá isso de ir aquecer à velha Albiona, se o nível de jogo é esse mais vale ficarem por Lisbona, o mundo sabe que o Novo Sporting esteve na Londona. Na bancada rugiram 5300 que não precisaram de nandrolona. Saudações para o calor humano que causou a seca da criança chorona.



⏰ 45’ | 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Arsenal 0 – 0 Sporting 🇵🇹

“Leões” com pouca bola no Emirates, finda uma 1ª parte com apenas um remate enquadrado

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⚽ 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Arsenal 🆚 Sporting 🇵🇹

🦁 foi a Londres arrancar um nulo que deixa o apuramento ao virar da esquina
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⚠26 jogos depois e mais de um ano depois, o 🦁Sporting volta a terminar um jogo sem qualquer golo sofrido num jogo fora de casa

➡A última vez que o Sporting terminara um jogo sem golos sofridos fora de casa tinha sido frente ao Rio Ave (27/10/2017)

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⚠Mais de 7 anos depois, o Sporting volta a não sofrer golos numa deslocação nas provas europeias - no total, foram 30 jogos sempre com, pelo menos, um golo sofrido

➡Desde setembro de 2011 que o Sporting sofria sempre golos nos jogos fora na UEFA (vs 🇨🇭FC Zurich)

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Os canhões da velha Albion

Na equação do apuramento europeu, agora que o ex-skipper desapareceu mas ainda paira algo de seu na equipa - como um fantasma plebeu que assombra o porão e dá a volta à tripa - e só resta da tripulação o jovem génio da pipa, que guiou a nau à vitória na recente deslocação a S. Migas, que certamente para vencer teve que fazer figas, onde tiros de canhão foram disparados de parte a parte, mas não houve danos no casco ou no mastro, só uma viga, ficando arrasado o baluarte, e o Sporting subiu ao 3.º lugar da I Liga, eis que navegou com sua arte para outra ilha e nova briga.
Mas o regresso à 3.ª dimensão pode ser capricho do destino ou mera ilusão, pode não passar de uma bolsa de ar debaixo do barco virado à tona, um curto-circuito na matriz ou um bug na mona, um colchão de água que à terceira bombada detona, estar ali a dois pontinhos da frente e depois definhar com os efeitos secundários da cortisona, querer produzir azeite e só ter uma azeitona, abandonar o cavalo para se agarrar à metadona, galar uma grossa que afinal é uma bichona, despertar do sonho e estar em pleno coma, uma combustão espontânea sob o sol do Arizona, isto porque se segue um grande desafio noutra zona, e ainda que não seja visitar o Barcelona, é ir aos Emirates, rumando de Lisbona a Londona.
Lá na fortaleza inglesa, onde antes o Arsène geria o Arsenal, tocava piano e falava franglês, lhes dava recital e música uma e outra vez, e também sofria no Natal, na Páscoa e no Carnaval, era à vontade do freguês e começaram a levá-lo a mal, ninguém quer ir parar fora da competição continental, quanto mais da nacional, vai daí que foram buscar o pragmático Unai Emery, convém não levar o triplo pivot para ali, ou então é certo que vão jogar mal, o barco não aguentará o peso e irá ao fundo, vai ser um naufrágio profundo, o mais certo é ser um funeral, e um festival para os albioninos e do outro lado do mundo.
Há que marchar contra os canhões, não ter medo de inovações e soltar cabeça, membros e pernas dos grilhões, apresentar soluções ofensivas, não ter medo de procurar alternativas, não jogar a medo das suas capacidades destrutivas, remar com entre-ajuda e sincronia colectivas, ter crença e acções objectivas.
Soltem as velas do veleiro leonino, que o homem do leme o faça bolinar contra os ventos do destino.



A Última Profecia (?)

Só os Pategos querem a Guerra

Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...

Mais Manás