terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O frio tom dela

Ascendido ao 2.º lugar que havia perdido quando Guimarães tentou conquistar, depois da falua da Belém SAD em Alvalade derrotar, competia ao Novo Sporting ao norte regressar e o Tondela defrontar, equipa que Pepa dizia um segredo guardar, certo que era ele o primeiro careca que a Keizer iria derrotar, em mais um duelo de treinadores sem massa capilar.
Fazia frio, seria sempre uma questão de vontade e brio o aquecimento dos motores, a disposição, entrega e superação dos jogadores, mas enquanto uns ultrapassavam as dores, outros pareciam afectados por torpores, tanto que aos 5 minutos todos ficaram a olhar quando os Brunos Fernandes e Gaspar se deixaram ficar para trás, com Xavier a cruzar para Juan Delgado, sozinho e de cabeça, perante Renan, concretizar.
De imediato respondeu o Sporting, Raphinha foi lançado em profundidade por Mathieu com um passe cruzado, tirou da frente o opositor com um cabrito tresmalhado, e depois cruzou atrasado, aparecendo Bruno Fernandes a rematar mas junto ao poste do lado errado.
Mas como estivessem anestesiados, por mais minutos que fossem jogados, pareciam não dar conta dos recados, jogavam pior à bola que sub-contratados, e apesar do aparente domínio estatístico, a verdade é que a nível contabilístico, as tentativas não davam resultados, e quase trinta minutos passados, só não foram de novo perfurados porque Tomané, também ele desmarcado por um cruzamento de Xavier, mas do outro lado, cabeceou tão picado que a bola demorou a subir e Renan desviou a bola por cima da barra, todo esticado. Só então conseguiu o Sporting alvejar a baliza, numa jogada em que Bruno Fernandes combinou com Gaspar, entrou pela direita para cruzar e Raphinha cabeceou em cheio para Cláudio Ramos, junto ao poste, a ir buscar, onde a bola foi ainda tocar.
No 2.º tempo, foi Xavier com um livre directo a tentar o aumento, defendendo Renan para canto sem grande sofrimento, e no seguinte momento, Jaquité em mais um tormento abalroou Nani e viu o 2.º amarelo, pois na 1.ª parte tinha sido admoestado por pisar Diaby no tornozelo.
Num assomo de acutilância entorpecida, foi Raphinha até à área contrária, recebendo a bola de Wendel numa jogada bem construída em zona proibida, rematando com força para Cláudio Ramos se opôr e à segunda segurar uma bola perdida, que não quis por ela entrar nem por Montero foi conseguida.
Nani foi atingido na face por Juan Delgado, mas o árbitro, um tal de Ferrari apadrinhado, via as coisas de forma esquisita, sem ser demasiado arbitrário, e não viu qualquer falta nem motivo para acção disciplinar.
Face a um adversário tão pouco esclarecido, mesmo com menos um efectivo tentava o temerário Tondela explorar o contra-ataque explosivo, e foi assim que Tomané deixou o primeiro aviso, escapando-se pela direita após um arremesso lateral, e executando um remate de ângulo reduzido quase letal, que Renan conseguiu defender (mal) num salto à Tarzan, desviando a bola para a trave completamente no ar em suspensão.
Raphinha tentou pela direita marcar, mas Cláudio Ramos mais uma vez estava lá para tapar. Após o pontapé de canto subsequente, a bola caiu à mercê de Diaby que de qualquer maneira rematou sem ser consequente. Bruno Fernandes tinha o pé frio e não quente, rematava mas acertava raramente, e quando acertou tinha gente à frente onde a bola rechaçou.
Com tamanha ineficácia ofensiva e permitindo aos caseiros perigosas saídas, perdendo bolas sucessivas principalmente do lado esquerdo, foi por aí que um passe perdido para alguém acabou por ser achado por Tomané, que novamente se aproximou da grande-área e encheu o pé, desferindo um remate tão bem executado que Renan limitou-se a projectar-se sem qualquer fé. Dois a zero, e o Novo Sporting a apanhar boné.
Logo de seguida, sentindo talvez vergonha, mesmo que só uma pinga, lá reduziu a desvantagem a equipa leonina, bola parada para a pequena-área metida, onde ao 2.º poste, por entre ressaltos em Coates e domínio improvisado de Montero, se desfez o dois a zero, ainda com Mathieu sobre a linha e em jogo a pontapear a bolinha.
A seguir continuou o show Diaby, há dias ou noites assim, um cruzamento onde foi isolado por Nani, um cabeceamento tão picado que saiu enrolado ao poste mais distante, quando só tinha Cláudio Ramos e a baliza a jusante. Bruno Fernandes só pensava em remates distantes, mas se passavam pela defesa estava lá sempre Cláudio Ramos, e depois voltava Diaby por instantes, rei das ocasiões flagrantes, também ele impedido pelo guarda-redes dos nortenhos numa mancha de joelhos. Faltava ainda o despedício final, com um passe de Bruno Fernandes tão brutal que sobrevoou toda a defesa local, levando Diaby a disparar para alcançá-lo, mas tão mal rematou que acabou por anulá-lo, de não se esforçar não se pode acusá-lo, devia era ter pés em vez de talos.
No suspiro final, antes que o apito soasse para matá-los, Mathieu foi servido na área por Wendel, pois Marcel Keizer mandara subir os centrais, cabeceando para as mãos do inevitável Cláudio Ramos.
Antes que o jogo acabasse, em nova arrancada pelo lado de Acuña, Tomané foi travado pelo argentino à entrada da área, talvez cansado de ser papado de toda a maneira, e o Ferrari vermelho entendeu que devia aproveitar para exibir-lhe o cartão amarelo, o 5.º no campeonato, que o vai deixar de fora na recepção aos corruptos do norte em Alvalade.
Aí estava mais uma prenda nesta nova anuidade, depois da derrota de Natal, eis a derrota de Reis para ficarem mais à vontade. Costuma dizer-se que a sorte sorri aos audazes, e assim foi, ganharam os menos incapazes porque os nossos rapazes, com tanta bola e oportunidades, não jogaram um boi.

⏰ INTERVALO | Tondela 1 – 0 Sporting

🦁 com mais bola, “auriverdes” com mais olhos na baliza, finda a 1ª parte
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🇵🇹 FINAL | Tondela 🆚 Sporting

🦁 saem do João Cardoso com a 4ª derrota na Liga e caem para 4º, enquanto os "auriverdes" sobem para zona mais desafogada da tabela
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🇵🇹 Tondela 🆚 Sporting

Os grandes guarda-redes aparecem nas grandes ocasiões, e Cláudio Ramos voltou a fazê-lo hoje ⭐
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Na Liga 🇵🇹, o Sporting somou a 2ª derrota consecutiva fora de casa

▶ V. Guimarães 1x0 Sporting
▶ TONDELA 2x1 SPORTING
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Fora de casa, no Sporting, foram mais os jogos perdidos (4) do que os ganhos (3)

Moreirense 1x3 Sporting - ✔
Braga 1x0 Sporting - ❌
Portimonense 4x2 Sporting - ❌
Santa Clara 1x2 Sporting - ✔
Rio Ave 1x3 Sporting - ✔
V. Guimarães 1x0 Sporting - ❌
TONDELA 2x1 SPORTING -❌
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A falua que veio de Belém

Depois de vir da feira de algibeira cheia, a equipa do careca que não se penteia voltou a Alvalade esta 5.ª feira, para defrontar a Belenenses SAD, que outro careca lidera, Silas, essa fera, que se lançou a Marcel Keizer na véspera a dizer que estava à sua espera, alimentando o mito de Peseiro, essa feia e pesuda quimera.
Mas a conversa não era só letra, o Belém SAD entrou como um penetra, Lord Licá queria ser do golo obstetra, aparecendo onde a oportunidade estava à espreita, rematando cruzado ora da esquerda, ora da direita, e Fredy pelo centro desferindo um remate que se fosse golo seria uma obra de arte feita. Mas as execuções ora eram frouxas ora saíam ao lado, e já estando enfadado, foi o Belém SAD pelo Novo Sporting atacado, Acuña só não marcou a passe de Nani porque Muriel foi buscar o esférico junto à base do poste quase anichado. Logo a seguir Miguel Luís fez um passe com mel para trás da defesa, mas Wendel cometeu a proeza de não controlá-lo. Começava o jogo, volvida uma dúzia de minutos, a ficar um pouco mais controlado, e a falua de Belém num ritmo menos desenfreado.
O perigo e as oportunidades de golo começavam a acontecer por parte do visitado. Diaby com espaço pelo centro desmarcado, tentando contornar o guardião avançado, tanto quis ir à volta de Muriel que acabou por ele desarmado.
Num contra-ataque lançado, Jonatan isolou-se e procurou chegar à bola mas Renan saiu rápido e chegou primeiro, estava tudo controlado. Se estava ou não, não sei, três minutinhos depois aqui d'El-Rei! Mais um homem isolado do Belém, Acuña não passou bem, Coates ainda foi no seu encalço a cem, pressionando-o o suficiente para o remate ter saído em frente para o poste, as bolas nas costas da defesa leonina continuavam low-cost.
Respondeu o Sporting na mesma moeda, construção brilhante de Diaby, Nani e Wendel, na preparação de um remate oblíquo do capitão que foi embater lá onde vai mijar o cão. Depois foi sessão de tiro para a bancada, e o jogo, disputado mas sem golos, chegou ao intervalo do nada. Só a 2.ª parte poderia esclarecer qual dos carecas ia vencer a parada.
Depois do regresso ao campo, e na sequência de um canto, a bola pingou na área e queimou um tanto ou quanto, até que a ferver caiu à mercê de Diaby, que a chutou de esguelha e percebeu que não ia lá assim, que mais valia ter calma e esperar pelo passe diagonal do Nani, e depois, sim, aguardar o suficiente que Bruno Gaspar se chegasse à frente para lhe endossar um passe medido e pausado, no mesmo alinhamento do que lhe foi destinado, assistir o lateral direito que correu e disparou até ao golo almejado, num remate cruzado que foi por um defesa desviado.
A equipa azulada não se quedou resignada, foi à procura da oportunidade concretizada, mas só encontrava a jogada não finalizada, ou a finalização frouxa e mal executada, e quando lá saía uma chance mais consubstanciada, Renan fazia facilmente a parada. Mathieu de livre afastado tentou mas o remate foi denunciado e Muriel agarrou.
Nada estava resolvido, o jogo dos forasteiros não era tão acutilante e esclarecido, mas não era menos temido, volta e meia e o desequilíbrio era garantido, aumentar a vantagem era preciso, disso se lembrou Miguel Luís após o passe para a frente de Gudelj numa jogada onde Diaby esteve envolvido, a chegar mais perto da zona de tiro e a fulminar Muriel e o seu retiro, que tentou fazer o seu papel sem ser mal batido, simplesmente foi tal o míssil que o refiro.
Mas quando se pensava que não haveria sobressaltos e a vitória estava segura, Licá lembrou-se da sua nomenclatura, fugiu pela esquerda e foi da sorte à procura, encontrou Henrique a quem disponibilizou a abertura, este rematou contra Renan à figura, saindo a bola à mistura para Fredy, que a meteu para dentro logo dali, visto que água mole tanto bate até que fura, e foi assim que subiu e desceu o Tejo a falua que sofreu de despejo no Restelo e foi para o meio da rua, daí a arruaça final e o aumento circunstancial da temperatura, com o novelo dos descontos de tempo a ser pouco mais que uma pequena desventura.

⏰ INTERVALO | Sporting 0 – 0 Belenenses

Pontaria, por vezes escassa, outras em excesso (uma bola aos ferros para cada lado) a explicarem o nulo após 1ª parte animada
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🇵🇹 FINAL | Sporting 🆚 Belenenses

🦁 regressam às vitórias e ao 2º lugar da Liga, apesar da boa réplica "azul" ⬆️
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🇵🇹 Sporting 🆚 Belenenses

Nani estava a ser o grande dinamizador dos "leões" até ter que ir descansar ⭐
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⚠ Na Liga 🇵🇹 2018/2019, na condição de visitado, o 🦁 Sporting marcou em todos os jogos 👏

▶ Na Liga, em Alvalade, o último jogo sem marcar aconteceu em maio passado, diante do Benfica (0x0)
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Ao 8º jogo em Alvalade, para a Liga 🇵🇹, o Sporting soma a 8ª vitória 👏

▶Os leões ganharam 18 dos últimos 19 jogos em casa
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⚠ É a 10ª vez na história que o 🦁 Sporting ganha os primeiros 8 jogos da Liga na condição de visitado

▶ A última série tinha acontecido na época 1979/1980
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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Ano Novo Sporting!

Quando se esperava que o mundo acabasse pela enésima vez, profecia realizada noutro ano ou mês, e no entanto foi a ilusão que (não) se desfez, foguetes foram disparados de lés-a-lés, fogo de artifício iluminou os semi-escuros céus, que se encheram de fumos, nas igrejas tocaram os sinos, ouviram-se ao fundo as sirenes, buzinaram os condutores nos seus rumos, os pássaros assustaram-se com os escarcéus, e muito festejaram crianças, homens e mulheres.
Neste Ano Novo Dezanove, o tempo melhorou e por enquanto não chove, tudo o que podemos desejar é um Novo Sporting que inove, já que é esse o discurso que o move.
Que se deixe de propaganda de segunda, que se foque em reconquistar o sócio que já não desbunda, será bom para o negócio menos barafunda, e para isso é preciso ser audaz, e deixar para trás aquele que a discórdia traz, no sentido de dividir para reinar, porque o reino isolado que restar será muito mais incapaz de cativar.
As minhas esperanças nas políticas do Dr. Varandas são como nas crenças mí(s)ticas dos Umbandas, enquanto fazem os seus ritos e executam as danças, mais depressa deposito as faianças noutras bandas, que aquela estrutura parece canas bambas, bambu à mercê de ursos pandas, mais apetitosa e pronta-a-servir que um caril de gambas, dos foguetes que tu situacionista(s) mandas mas não apanhas, enquanto vais vendendo as tuas banhas, e enganando o crédulo com artimanhas.

Bom Ano Novo, sacripantas!


A Última Profecia (?)

Só os Pategos querem a Guerra

Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...

Mais Manás