sábado, 9 de novembro de 2019

A vitória que veio do frio

Depois da vaca fria em Tondela, não sei se magra ou se cheia dela, seguiu-se a deslocação à Noruega, para reencontrar os nórdicos em refrega, lá no país dos trolls de brega, terra onde os deuses e os gigantes de gelo andam em guerra.
Silas monas lisas teve nova panca táctica, desta pôs a equipa à retranca estática, com três centrais e dois laterais na prática, dois (inter)médios em zona errática, e três jogadores ofensivos para a saída rápida, abordando o desafio com atitude pragmática, dando o fio ao Rosenborg até que ficasse grogue, para lhe dar um nó sem dó nem piedade na zona polar ártica.
Após muita circulação na defesa, o Sporting passou do meio-campo e Bolasie pela esquerda testou o guardião da baliza norueguesa, que foi ao chão e junto ao poste cedeu canto. Quando Bruno Fernandes o executou, a bola por todos passou mas Neto a captou do lado oposto, tendo espaço e tempo para dominar e centrar a gosto, e Coates aproveitou para se antecipar e lhe dar um encosto de cabeça, que deixou a equipa da casa aturdida e surpresa.
Quando finalmente conseguiram criar perigo, num livre directo bem batido, Renan estava lá e foi amigo, até do norueguês que acertou no umbigo da bola, e com a baliza à mercê na recarga não soube metê-la. O mesmo aconteceu a Trondsen antes do intervalo, de ângulo reduzido não foi capaz de enfiá-lo, bateu com tanta força que em vez de golo fez um talo, a bola subiu e saiu do estádio a sobrevoá-lo.
E como continuassem nisso, e se expusessem sem aviso, Bruno Fernandes surgiu na área e num improviso desfeiteou a marcação contrária, rematando de forma refractária com o pé esquerdo, o mesmo que o defesa meteu antes de a bola entrar depois de bater nele.
A 2.ª parte foi ainda mais escassa de arte, apenas defender e ala que se faz tarde, e após Vietto lançado ser abalroado, pouco mais lá foi o Sporting acomodado, e carregaram então os do burgo rosado, atacando sem grande efectividade, mas incomodando bastante e com intensidade, abalando o reduto da equipa de Alvalade, enquanto Silas o sem-cabelo ia lançando os putos à vontade, aos cepos do gelo daquela cidade.
Depois de alguma confusão na grande-área leonina, a Renan deu-lhe a espertina e conseguiu afastar uma bola sibilina, cruzada pelo ar e disputada quase sobre a linha. Enquanto tentavam encarrilar a pontaria, quase descarrilavam com uma bola perdida, com Vietto novamente a surgir na partida, frente a frente com o guarda-redes acertou-lhe em cheio na fronha, uma defesa que o deixou a sangrar do nariz e o forçou a ser assistido, e o jogo a ser momentaneamente interrompido, sem ronha.
Pensando que o resultado estava feito, quase sofreu subitamente um trejeito, num remate ao poste de Trondsen rasteiro, Renan jogou-se mas não lhe chegou, e tão depressa sobrou para uma recarga de Åsen que ele logo se levantou e ganhou asas para impedir o golo, e o susto passou inteiro.
No fim continuou o Rosenborg a zeros na Liga Europa, como se não bastasse o frio não usam roupa, já os bem agasalhados Sportinguistas, não muitos mas os suficientes para dar nas vistas, fizeram a festa e foram os senhores, dando espectáculo e recebendo aplausos dos próprios jogadores.

⏰ INTERVALO | 🇳🇴 Rosenborg 0 – 2 Sporting 🇵🇹

🦁 com vantagem confortável ao intervalo, no Lerkendal Stadium
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⚽ FINAL | 🇳🇴 Rosenborg 🆚 Sporting 🇵🇹

🦁rugiu apenas na 1ª parte, numa vitória fundamental face ao resultado do LASK - PSV (4-1)
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Rosenborg x Sporting - Final ⏲

▶ Noruegueses terminaram com mais 4 remates (16 contra 12)
▶ Bruno Fernandes e Vietto acabaram como os mais rematadores - três tentativas de ambos
▶ Doumbia foi o jogador leonino com melhor eficácia de passe (95,9%)
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🇳🇴 Rosenborg 🆚 Sporting 🇵🇹

Um golo e vários cortes providenciais valeram a Sebastián Coates 🇺🇾 o prémio de melhor em campo ⭐
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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Tondela Effect

Não sei que invenção do Silas foi aquela, também a sensação de ser mais uma esparrela, depois do que lá fizeram o ano passado - a sequela, por muito desconfiado a verdade é que era uma equipa fatela, daquelas que custaram uma mísera bagatela, que costumam andar pelo fim da tabela, que mais época menos época se desfarela.
O Novo Sporting revelou-se igual mistela, lambuzou-se quem lhe soube a Nutella, outros provaram que só tinha uma estrela, alguém sabe onde será que anda ela? Só de saber que Ilori ia começar (e tentar) defender... que Miguel Luís ia jogar (e tremer)... será que vale a pena prová-la, vê-la?
De tão arrumadinhos tacticamente, os adversários só tinham de se colocar à frente, era tão fácil como aplicar unguento, lento e previsível qualquer movimento, o jogo arrastava-se vagarosamente, como se os jogadores fossem atados psicologicamente.
Ao petiz deu-lhe o treinador trela, que rematasse quando desse, só naquela, e à meia-hora finalizou uma jogada bela, Bolasie na direita desmarcou Ristovski, que o assistiu na grande-área pelo chão, ele encheu o pé em excelente posição, e rematou por cima, na primeira e propícia ocasião. Podia ser só azar, podia ser uma maldição, o que não tem remédio pode ter solução? Os artistas da direcção dizem que sim, os cientistas do ludopédio dizem que não. Voltou a tentar passados dez minutos, se não acertou na primeira instância, quereria marcar de meia-distância? Havia espaço e apoio para a progressão, ai estes putos...
Já nos descontos uma entrada de pitons de Filipe Ferreira, que atingiu Doumbia de forma rasteira, fez Fábio Veríssimo ir com a mão à algibeira, puxar a cartolina vermelha à primeira, depois o VAR atentíssimo disse-lhe que a punição era foleira, ele foi ver ao ecrã e também lhe pareceu grosseira, a decisão e não tanto a abordagem ceifeira, e então a revogou e sacou da amarela, derradeira, talvez para combinar melhor com a cor da camisola caseira. Um critério disciplinar tão peculiar que deve ter sido brincadeira, um mistério por explicar nomear este árbitro, boicotado pelo magistério do Vieira .
A 2.ª parte também andou de arrastadeira, e como nada mudasse, e Cláudio Ramos só se aplicasse quando a bola passava a barreira, em dois livres directos do Bruno de carreira, foi aos arames Silas e trocou de betoneira, tirou o Luiz da frente e lançou o Jesé Merengue, logo a seguir trocou os médios-centro, Doumbia fora e Eduardo lá para dentro, e nos últimos 15 minutos entrou Camacho por Bolasie, mas nada se alterou até perto do fim.
Após uma tremideira de Ilori, num livre batido pelo Pepelu que nem assisti, mas me fez pensar por que não desisti, com os festejos do Tondela me surpreendi, vi-os correr e fazer um chinfrim, sem ver soube que foi ali e assim, que Bruno Wilson se elevou atrás do Ristovski ao 2.º poste, cabeceou em arco para o lado oposto, e mais uma vez tudo ficou exposto, Renan impotente e também frouxo, Silas acabrunhado e murcho, o Presidente-tribuno com cara de mocho, tão assustado como um gatuno a quem roubaram o estojo.
Dizem os doutores de giro que lutaram como treinaram no dojo, eu que sinto as dores e suspiro digo jogaram que meteram nojo - e levaram derrota no bucho, como um sabujo sujo que anda de rojo.

⏰ INTERVALO | Tondela 0 – 0 Sporting

1ª parte “morna”, com a particularidade dos “leões” não terem somado qualquer remate enquadrado 🎯

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🇵🇹 FINAL | Tondela 🆚 Sporting

🦁 tombam frente a "auriverdes" que já não vencem há 3 jogos na Liga. Os da casa somam a 1ª vitória caseira na prova ⬆️

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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Terror nos Paços do Castor

Na véspera do dia de Todos os Santos, nesta efémera vida de tantos prantos, foi o Novo Sporting jogar a Paços, cuja sobrevivência recomenda que se ponha a flancos, numa existência horrenda e sofrível campanha de ambos, e na evidência de noite húmida de chuva e ventos, por inerência pródiga em mórbidos momentos.
Silas maravilhas apostou bem em LuizGol - sabias que já foi o Rei da Capital do Móvel, e que conhecia como ninguém aquelas áreas e balizas? O tridente da frente com ele, Jesé e Vietto, o meio-campo com Bruno Fernandes à frente de Doumbia e Eduardo, e Ristovski a estrear-se esta época na direita da defesa, com Coates, Mathieu e Acuña na esquerda, e Renan o guarda-redes, essa força da natureza.
Querendo in loco dar uso ao seu estatuto, Luiz foi o foco e focou-se desde o primeiro minuto, e se numa primeira ocasião foi André Micael a dar o corpo, evitando que marcasse num remate de recarga o golo, passado um pouco, a defesa voltou a esquecer-se dele, a linha de fora-de-jogo falhou, e num cruzamento de Bruno Fernandes o fenómeno de Paços se desmarcou, e isolado perante o guarda-redes levantou o pé e desviou em voo.
Dez minutos passados e LuizGol já tinha feito estragos, pensou-se que poderia ser o primeiro de muitos, mas depressa passou o efeito surpresa, o castor voltou a compor a sua represa, voltaram os lapsos no meio-campo e na defesa do Leão, e a primeira parte, que pelos entendidos tão elogiada foi, arrastou-se até ao intervalo, sem nenhum dos lados jogar um boi.
Mal o jogo recomeçou os erros defensivos atingiram o apogeu, e só não empatou o Paços porque Renan defendeu, uma avenida no meio-campo, com Eduardo, Mathieu e Acuña equidistantes, o francês fintado por Bruno Santos, desmarcado por Murilo uns bons metros antes, que foi para dentro da área e de pé esquerdo quase o bateu.
O tormento revelava-se devagar, lamento mas jogava-se a cagar, atento Renan estava no lugar, que viu ao longe Douglas Tanque disparar, e opôs-se ao obus de pulsos cruzados e a rezar. O perigo, distante ou ao perto, começava a rondar, decerto que incerto continuava a pairar, e contra o Paços ia valendo o golo de Luiz e Re(i)nan a o(b)rar.
Noutra incursão pela direita saiu um remate junto ao poste, que Renan defendeu para canto, de onde surgiu então o empate sem espanto, com Tanque a saltar entre Eduardo e Coates, e a desviar a bola com o antebraço, num golo caricato e de embaraço, que ao Paços de Ferreira soube a pato.
Silas reagia à inoperância da equipa, quer ofensiva quer defensiva, lançando à vez Bolasie, Borja e Ilori na partida, tirando Jesé, Luiz e Acuña, o que resultava em uma ou outra investida, mas muita falta de jeito, jogada perdida e vergonha.
E como se não fosse suficientemente embaraçoso, não só o resultado como o futebol praticado rançoso, quis o destino que Luiz Carlos fosse mais horroroso, cometendo um penalti crítico e já mítico de tão tenebroso, cortando com o braço esticado um livre directo meio esconso, quando formava a barreira ao lado de outro habilidoso.
Quando Bruno Fernandes converteu a grande penalidade, com o saltinho de troca-pezinho em habilidade, Dr. Varandas pensou que valeu a pena rezar o padre, não fosse caído do céu o momento da verdade.
Nos descontos de tempo, ainda lá foi Renan acima defender um cabeceamento, que saiu em arco e caiu junto ao barrote, talvez o melhor em campo neste futebol-garrote, que para quem gosta de sofrimento deve ter sido um fartote.

⏱️ INTERVALO | Paços 0-1 Sporting

"Traição" de Luiz Phellype vai dando vantagem a "leão" dominador ante "castores" inofensivos 🗡️

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🇵🇹 89’ | Paços de Ferreira 1-2 Sporting

40 faltas. O máximo em jogos envolvendo um dos "três grandes"
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⏱️ FINAL | Paços 🆚 Sporting

Pacenses reagiram no 2º tempo, mas erro infantil de Luiz Carlos deu vitória ao "leão", em jogo muito faltoso 🤕

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Paços de Ferreira e Sporting terminaram o jogo com o mesmo número de remates (12), mas os pacenses com + remates à baliza (5 - 4) - todos na 2.ª parte🥅
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A Última Profecia (?)

Só os Pategos querem a Guerra

Nem no Natal os Pategos mais Pategos, dos Javardos mais Javardos, se desmarcam do seu chavascal (os porcos)... Bom Natal, pategada estúpida ...

Mais Manás